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Guiana quer reforçar segurança na zona em disputa com a Venezuela durante eleições presidenciais
A Guiana vai reforçar a segurança na região do Essequibo, uma área rica em petróleo e minerais disputada com a Venezuela, durante as eleições presidenciais e legislativas de 1º de setembro, anunciou nesta segunda-feira (18) um membro da comissão eleitoral.
"Recebemos uma garantia de segurança, os planos não são definitivos", declarou o vice-diretor de eleições da Comissão Eleitoral da Guiana, Aneal Giddings, durante uma coletiva de imprensa.
A polícia e as forças de defesa apresentaram "suas preocupações" sobre a segurança durante as reuniões preparatórias, destacou Giddings.
O presidente Irfaan Ali, com uma postura firme sobre a questão do Essequibo frente a Caracas, é o favorito nas eleições presidenciais.
Georgetown, que afirma que Caracas busca anexar dois terços do território da Guiana, sustenta que a delimitação de suas fronteiras, que data da época colonial britânica, foi ratificada em 1899 por um Tribunal de Arbitragem em Paris. Georgetown pede que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) o confirme.
A Venezuela, por sua vez, afirma que um acordo assinado em 1966 com os britânicos em Genebra — antes da independência da Guiana — estabelece as bases para uma solução negociada fora da CIJ e sustenta que o rio Essequibo deve ser a fronteira natural, como era em 1777 durante a colonização espanhola.
Embora Caracas nunca tenha abandonado a reivindicação do território do Essequibo, a disputa reacendeu quando a petrolífera americana ExxonMobil descobriu imensas reservas de petróleo em 2015.
A Guiana possui as maiores reservas de petróleo per capita do planeta e espera que essa riqueza lhe permita sair da pobreza que afeta grande parte de sua população.
De acordo com os dados anunciados nesta segunda-feira pela comissão eleitoral, 757.690 eleitores (de uma população de aproximadamente 850 mil pessoas) estão convocados a votar em 2.790 centros de votação.
T.Sanchez--AT