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Pentágono retira segurança pessoal do general Mark Milley, inimigo de Trump
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, removeu a equipe de proteção pessoal do ex-chefe do Estado-Maior Conjunto, Mark Milley, que serviu durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump e se tornou um firme opositor ao republicano, anunciou o Pentágono na terça-feira (28).
O general aposentado tem uma péssima relação com o bilionário republicano, a quem já classificou publicamente como "fascista" em diversas ocasiões.
Milley é o mais recente de uma lista de funcionários críticos de Trump que tiveram sua proteção revogada desde que o presidente assumiu seu segundo mandato, há pouco mais de uma semana.
Com essa decisão, Milley deixará de contar com guarda-costas fornecidos pelo Estado, proteção que havia sido concedida devido a ameaças por parte do Irã após operações militares americanas no Oriente Médio.
Segundo um porta-voz do Pentágono, em comunicado divulgado na noite de terça-feira, Hegseth informou a Milley que estava "revogando sua autorização de segurança pessoal e também suspendendo sua autorização de dispositivos de segurança".
Milley comandou o Exército dos Estados Unidos durante os últimos 15 meses do primeiro mandato de Trump (2017-2021). Também serviu sob o democrata Joe Biden, que o indultou preventivamente antes de deixar o cargo para evitar possíveis processos "partidários" contra o general.
Esses ex-funcionários “têm recursos suficientes [...] para custear sua própria segurança privada", declarou nesta quarta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Outros ex-funcionários que tiveram sua proteção federal retirada incluem Anthony Fauci, ex-chefe do setor de saúde ameaçado de morte por movimentos antivacina durante a pandemia de covid-19; o ex-secretário de Estado Mike Pompeo; e o ex-assessor de Segurança Nacional John Bolton, ambos também ameaçados por autoridades iranianas.
Durante sua campanha, Trump prometeu regularmente tomar medidas de represália contra seus opositores políticos mais ferrenhos, que ele considera parte do que chama de "Estado profundo".
W.Nelson--AT