-
Irã se blinda para despedida de Ali Khamenei, o líder supremo morto no início da guerra
-
Pelo menos 30 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
-
Suíça vence Argélia (2-0) e avança às oitavas de final da Copa do Mundo
-
Egito aposta em seu 'pequeno Zico' para derrotar a Austrália nos 16-avos da Copa
-
Fifa apoia decisão de anular gol de Gvardiol em meio aos protestos da Croácia
-
Cristiano Ronaldo dedica vitória e classificação de Portugal a Diogo Jota
-
Terremotos deixaram 2.595 mortos na Venezuela, anuncia presidente interina
-
Roberto Martínez elogia 'personalidade' de Portugal após virada contra Croácia
-
'Quando é preciso um gol, eu estou lá', comemora Gonçalo Ramos após classificação de Portugal
-
Portugal vence Croácia de virada (2-1) e vai enfrentar Espanha nas oitavas da Copa
-
Celebrações do casamento de Taylor Swift e Travis Kelce começam em Nova York
-
'Assumo a responsabilidade', diz Valverde após eliminação do Uruguai na Copa
-
Irã se blinda para a despedida de Ali Khamenei, o líder supremo morto no início da guerra
-
Koundé responde a Lamine Yamal e aguarda possível duelo entre França e Espanha
-
Inglaterra volta ao Azteca de seus pesadelos após 40 anos
-
Protagonistas da Fórmula 1 correm 'em casa' no GP da Grã-Bretanha
-
Pelo menos 27 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
-
Argentina, atual campeã, cruza o caminho da surpreendente seleção de Cabo Verde nos 16-avos da Copa
-
Néstor Lorenzo descarta favoritismo da Colômbia na Copa do Mundo
-
Paraguai 'vai dar muitas pancadas', alerta Barcola, atacante da França
-
Gana dará à Colômbia 'mais problemas' do que Portugal, antecipa Queiroz
-
'É o jogo das nossas vidas', diz técnico de Cabo Verde sobre duelo contra Argentina
-
Técnico do Egito não garante Salah como titular contra a Austrália nos 16-avos
-
Espanha vence Áustria (3-0) e vai às oitavas da Copa do Mundo
-
Israel recorda os 1.000 dias do ataque do Hamas com pedido para criar comissão investigadora
-
Atentado com bomba deixa nove mortos em Damasco
-
Scaloni pede respeito a Cabo Verde: 'Não chegaram por acaso'
-
OMS declara fim de surto de hantavírus vinculado a cruzeiro que partiu da Argentina
-
Nova York está pronta para casamento épico de Taylor Swift e Travis Kelce
-
De fã a adversário de Neymar na Copa: a jornada de Antonio Nusa com os 'Vikings' da Noruega
-
Endrick destaca sua versatilidade como possível arma contra Noruega
-
Venezuelano sobrevive oito dias sob escombros de terremotos
-
Harry Kane, o salvador da Inglaterra na Copa do Mundo
-
Rybakina vence McNally sem sustos e vai à terceira ronda de Wimbledon
-
Sem Paquetá, Brasil encara desafio de reconstruir meio-campo contra Noruega
-
Pelo menos 25 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
-
Manchester City está perto de assinar com Elliot Anderson
-
Zverev avança em Wimbledon após vitória fácil contra Royer
-
Atentado com bomba deixa 6 mortos em Damasco
-
Por um fio na Alemanha, Nagelsmann pode ser substituído por Klopp
-
Lucas Paquetá está fora de jogo contra Noruega pelas oitavas de final da Copa
-
Hernán Gil, um resgate cinematográfico que emociona uma Venezuela de luto
-
Onda de calor castiga o leste dos EUA antes do feriado de 4 de julho
-
Swiatek se classifica para terceira rodada de Wimbledon
-
Pelo menos 21 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
-
Após Kane e Olise, chega a vez de Luis Díaz na promissora seleção da Colômbia
-
Socorristas resgatam venezuelano com vida oito dias após terremotos
-
OMS declara fim do surto de hantavírus vinculado ao cruzeiro que partiu da Argentina
-
Serviços de saúde enfrentam dificuldades para atender afetados por terremotos na Venezuela
-
EUA criou menos empregos que o previsto em junho
Pelo menos 30 mortos nos piores ataques russos contra Kiev desde 2022
Pelo menos 30 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na quinta-feira (2) em Kiev após uma ofensiva de drones e mísseis russos, que as autoridades classificaram como o maior ataque contra a capital ucraniana desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.
Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 496 drones e 74 mísseis entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira.
Os ataques contra a Ucrânia são quase diários há mais de quatro anos, com alertas aéreos que já fazem parte da rotina de seus habitantes.
Após a descoberta de três novos cadáveres entre os escombros, o balanço subiu nesta sexta-feira para 30 mortos, informaram os serviços de resgate da capital.
O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, havia anunciado 27 mortos e 91 feridos na quinta-feira.
A Ucrânia, que dispõe de recursos muito mais limitados em matéria de mísseis, também intensificou seus ataques contra território vizinho, atingindo em particular o setor petrolífero.
Jornalistas da AFP ouviram explosões durante a noite que se prolongaram por várias horas. Em um dos bairros atingidos, um repórter viu equipes de resgate retirando um corpo entre os escombros.
Nas ruas de Kiev, os moradores correram para os abrigos, alguns carregando colchões. Cerca de 52 mil pessoas, incluindo 4.500 crianças, refugiaram-se em estações subterrâneas, o número mais alto dos últimos anos, segundo o serviço de metrô de Kiev.
"Nunca tinha ido para um abrigo, mas hoje fiz isso pela primeira vez", contou Karina Taran, de 25 anos, que percebeu a gravidade da situação quando os mísseis começaram a cair. "Peguei meu filho e simplesmente corri para o abrigo. Só saí na manhã seguinte", acrescentou.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, prometeu que seu país responderá e pediu aos Estados Unidos que concedam licença para fabricar mísseis de defesa antiaérea Patriot, a fim de "impedir ataques como este".
Zelensky denunciou que "a Rússia ataca exclusivamente alvos civis para obrigar a Ucrânia a renunciar ao seu Estado". "Isso não acontecerá", assegurou, prometendo responder aos ataques.
Também pediu a seus aliados que avaliem a possibilidade de acelerar a ajuda em defesa antiaérea para seu país durante a cúpula da Otan, que será realizada na Turquia na próxima semana.
Um alto funcionário dos Estados Unidos declarou que o presidente Donald Trump deseja um acordo de paz para pôr fim às "matanças sem sentido" na Ucrânia.
Antes de retornar ao cargo no ano passado, Trump afirmou que poderia resolver a guerra na Ucrânia em 24 horas, mas os esforços dos Estados Unidos para negociar um cessar-fogo entre Moscou e Kiev permanecem estagnados.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque e exigiu um cessar-fogo.
"Os ataques contra civis e contra infraestruturas civis, onde quer que ocorram, constituem uma clara violação do direito internacional humanitário e devem cessar imediatamente", afirmou seu porta-voz Stéphane Dujarric.
– "Nunca tinha sido assim" –
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, declarou a sexta-feira como dia de luto na capital ucraniana, "em memória das vítimas do ataque mais massivo do inimigo contra a capital".
Dezenas de moradores saíram de seus abrigos pela manhã e encontraram seus apartamentos destruídos e pertences reduzidos a escombros.
Sabina Mambetova, de 32 anos, contou à AFP que havia fugido da cidade de Kramatorsk para se instalar em Kiev. "Metade do prédio está destruída e o telhado já não existe", disse, apontando para o que até algumas horas atrás era sua residência.
"Já houve muitos ataques antes, mas nunca assim", disse à AFP, descrevendo a situação como "um verdadeiro pesadelo".
- "Aumentando a pressão" -
O Ministério da Defesa russo confirmou um "ataque intenso" contra a capital ucraniana, "em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra infraestruturas civis", ao mesmo tempo em que afirmou ter mirado "empresas da indústria militar e instalações energéticas".
A Presidência russa enfatizou pouco depois que "continuará aumentando a pressão sobre o regime de Kiev para alcançar nossos objetivos estabelecidos", declarou à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Ele respondia a uma pergunta sobre a intenção da UE de impor novas sanções a Moscou.
Kiev intensificou nos últimos meses seus ataques contra a Rússia e os territórios ocupados por Moscou, enquanto as negociações mediadas pelos Estados Unidos permanecem estagnadas.
T.Sanchez--AT