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Rubio ameaça estabelecer recompensas por líderes talibãs
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ameaçou no sábado (25) estabelecer recompensas para os líderes do Talibã no Afeganistão, afirmando que mais americanos estão sendo mantidos no país do que se pensava anteriormente.
O novo chefe da diplomacia americana emitiu uma severa advertência contra o Talibã nas redes sociais, com uma retórica semelhante ao estilo de seu chefe, o presidente Donald Trump.
"Acabei de saber que o Talibã está mantendo mais reféns americanos do que havia sido relatado", escreveu Rubio na rede X.
"Se for verdade, teremos de estabelecer imediatamente uma RECOMPENSA MUITO GRANDE para seus principais líderes, possivelmente muito maior do que a que foi dada por (Osama) bin Laden", acrescentou, referindo-se ao líder da Al Qaeda morto pelas forças americanas em 2011.
Rubio não disse quem seriam os outros cidadãos dos EUA, mas há relatos de americanos desaparecidos cujos casos não foram formalmente considerados por Washington como detenções injustificadas.
O acordo de libertação de reféns entre o Talibã e o governo de Joe Biden resultou na soltura de Ryan Corbett, que vivia com sua família no Afeganistão e foi detido em agosto de 2022.
Assim como William McKenty, sobre quem se sabe muito pouco.
Os EUA libertaram Khan Mohamed, que estava cumprindo pena de prisão perpétua em uma prisão da Califórnia, condenado por tráfico de ópio e heroína e acusado de obter foguetes para matar tropas americanas no Afeganistão.
A recompensa oferecida por Osama bin Laden foi de US$ 25 milhões após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, posteriormente aumentada para US$ 50 milhões (quase R$ 100 milhões na cotação da época).
A.Ruiz--AT