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Os 200 presos libertados por Israel na troca de reféns com o Hamas
O serviço penitenciário israelense libertou neste sábado 200 detentos em troca de quatro soldados sequestradas em 7 de outubro de 2023 e libertadas horas antes, como parte do acordo de trégua fechado entre Israel e o movimento islamita Hamas.
Os 200 presos são homens considerados terroristas pelas autoridades, entre eles 199 palestinos e 1 jordaniano, segundo a ONG Clube de Presos Palestinos, que acrescentou que 121 deles haviam sido condenados à prisão perpétua.
De acordo com dados da administração penitenciária israelense, tratam-se de pessoas condenadas por terem cometido ou participado de ataques ou atentados contra Israel. A maioria das condenações têm relação com eventos ocorridos durante a Segunda Intifada, a revolta palestina de 2000-2005, indicou o Clube.
Dos 121 condenados à prisão perpétua, 70 foram levados para o Egito, de onde seguiriam para um terceiro país (Argélia, Tunísia ou Turquia). Entre eles está Mohamed Tous, 69, preso desde 7 de outubro de 1985, segundo a administração israelense.
Membro do Fatah, movimento criado por Yasser Arafat, Tous foi condenado por “porte de armas, pertencer a organização não reconhecida, ataque à mão armada e atividade a serviço de organização ilegal”, segundo sua ficha criminal.
Quatorze presos foram transferidos para a Faixa de Gaza. Alguns são naturais daquela região e outros foram expulsos da Cisjordânia. Outras dezenas de presos seguiram para a Cisjordânia ocupada
Dois dos detidos libertados são naturais da cidade isralense de Umm al-Fahm e cinco são de Jerusalém Oriental, um setor da cidade sagrada ocupada e anexada por Israel.
P.Hernandez--AT