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ONU denuncia prisão de sete funcionários no Iêmen
A ONU denunciou nesta sexta-feira a prisão de sete dos seus funcionários no Iêmen por rebeldes huthis, que já retêm dezenas de colaboradores de organizações humanitárias.
"Condeno firmemente a prisão arbitrária pelos huthis, as autoridades de fato, de outros sete funcionários das Nações Unidas em sua área de controle", disse o secretário-geral da organização, Antonio Guterres, que exigiu a sua "libertação imediata e incondicional".
Apoiados pelo Irã e aliados de movimentos como Hamas e Hezbollah, os huthis controlam amplas partes do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa. O país enfrenta uma das piores crises humanitárias do mundo, segundo a ONU.
O coordenador da ajuda humanitária da ONU no Iêmen, Julien Harneis, anunciou a suspensão de "todos os movimentos oficiais de e para as zonas controladas pelos rebeldes".
Em junho passado, os rebeldes prenderam 13 funcionários da ONU, mais de 50 membros de ONGs e um funcionário de embaixada, afirmando se tratar de uma operação para desmantelar "uma rede de espionagem americano-israelense" que operava sob a cobertura de organizações humanitárias, uma acusação negada pela ONU. "Sua detenção arbitrária contínua é inaceitável", denunciou Guterres.
As novas prisões acontecem após o presidente americano, Donald Trump, ter assinado um decreto que inclui os rebeldes do Iêmen na lista de "organizações terroristas estrangeiras".
A.O.Scott--AT