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Trump vai enviar mais 1500 militares para fronteira com o México
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai enviar 1500 militares adicionais para a fronteira com o México, em sua luta contra a imigração ilegal, e ameaçou a Rússia com sanções, antes da exibição de uma entrevista do republicano ao canal Fox News, na noite desta quarta-feira (22).
O republicano será o convidado de um dos principais apresentadores da emissora conservadora preferida dos americanos. O programa vai ao ar às 21h locais (23h de Brasília).
Trump não esperou por essa primeira entrevista desde a sua posse para se manifestar. Ele já o fez em várias ocasiões, tanto em coletivas de imprensa quanto em sua rede social ou por meio de sua equipe.
O presidente "assinou uma ordem executiva para enviar 1.500 militares adicionais para a fronteira sul", informou sua porta-voz, Karoline Leavitt. Até o momento, os militares destacados naquela área realizam trabalhos de logística e apoio de transporte, para auxiliar a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), agência responsável por impedir ou negar a passagem de imigrantes sem visto.
Antes, na rede Truth Social, Trump advertiu o presidente russo, Vladimir Putin, que ele estará sujeito a tarifas e sanções caso não alcance "agora" um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia.
"Se não fizermos um 'acordo', e logo, não terei outra escolha a não ser impor altos níveis de impostos, tarifas e sanções sobre qualquer bem vendido pela Rússia aos Estados Unidos" e outros países, advertiu Trump.
Antes de sua posse, Trump havia prometido encerrar a guerra na Ucrânia até mesmo antes de assumir o cargo, o que levou a especulações de que ele poderia pressionar Kiev a fazer concessões a Moscou. Contudo, nas últimas horas, parece ter adotado um tom mais duro em relação a Putin.
Em um comunicado, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, prometeu nesta quarta-feira uma "política externa pragmática".
No caso da América Latina, isso significará focar na "segurança das fronteiras", além de "parar a migração ilegal e desestabilizadora, e negociar a repatriação de migrantes ilegais".
Trump prometeu uma deportação em massa de migrantes em situação irregular, mas ainda não está claro se países como Cuba, Nicarágua e Venezuela os aceitarão, nem quantos serão acolhidos por outras nações.
Internamente, Trump está mirando os programas de diversidade, que foram encerrados. Os funcionários desses programas ficarão de licença remunerada, afirmou Karoline Leavitt na rede social X.
- 'Devem desculpas' -
Além disso, Trump criticou a bispa de Washington, Mariann Budde, por um sermão sobre "o medo" semeado pelo presidente americano entre os migrantes e os membros da comunidade LGTBQIAPN+.
"Essa pseudo-bispa (...) era uma radical de esquerda, que odeia Trump", publicou o presidente nas primeiras horas desta quarta-feira, na Truth Social.
Durante a cerimônia religiosa, em Washington, a bispa pediu que Trump tivesse "misericórdia". "A grande maioria dos imigrantes não é criminosa", afirmou.
Pouco depois de ser empossado no cargo, Trump anunciou decretos contra a migração irregular e negou a existência de pessoas transgênero.
Em outra frente, o republicano quer se vingar da "traição" que, segundo ele, constituiu a eleição do democrata Joe Biden em 2020. Por isso, determinou à sua equipe "identificar ativamente e destituir mais de 1 mil pessoas nomeadas pela administração anterior". São pessoas "que não estão alinhadas com a nossa visão", detalhou na Truth Social.
D.Johnson--AT