-
Taylor Swift se casa em Nova York com presença de celebridades
-
Argentina "vai competir até o fim", garante Messi após classificação dramática para as oitavas
-
"Teria sido sido uma loucura perder" nos 16-avos para Cabo Verde, diz Scaloni
-
Argentina vence Cabo Verde na prorrogação (3-2) e vai enfrentar Egito nas oitavas da Copa
-
Iranianos começam a se reunir para funeral do aiatolá Ali Khamenei
-
Após eliminar Alemanha, Paraguai sonha em derrubar a França
-
Celebridades chegam ao casamento de Taylor Swift em Nova York
-
Quando a tecnologia decide: VAR ganha destaque na Copa do Mundo de 2026
-
Demora no resgate de corpos após terremotos revolta venezuelanos
-
"Nova etapa" para o Peru, promete Keiko Fujimori após proclamação oficial de sua vitória
-
Deschamps minimiza previsão de calor para jogo entre França e Paraguai
-
Para Rashford, mudar horário de início do jogo México-Inglaterra não seria 'ideal'
-
Brasil prepara defesa contra jogo aéreo de Haaland e cia
-
Marrocos disputará seu jogo 'mais importante' contra um 'temível' Canadá, diz técnico Ouahbi
-
Fifa considera antecipar horário do início de México-Inglaterra devido ao risco de tempestade
-
Egito elimina Austrália nos pênaltis e vai às oitavas da Copa do Mundo
-
Canadá promete ser o 'pesadelo' de uma seleção marroquina 'sem pontos fracos'
-
Casamento de conto de fadas de Taylor Swift gera frenesi mundial
-
Ange Postecoglou é o novo técnico do Al-Nassr de Cristiano Ronaldo
-
Justiça eleitoral do Peru oficializa vitória de Keiko Fujimori
-
LeBron James avalia 10 possíveis novas equipes, diz seu agente
-
Kane espera 'grande atmosfera' contra México nas oitavas da Copa
-
Wimbledon dá a Serena Williams 'todo o tempo possível' para poder jogar em duplas
-
Sabalenka segue avançando em busca de primeiro título em Wimbledon
-
Onda de calor sufocante atinge a costa leste dos Estados Unidos
-
Lenta recuperação dos corpos das vítimas dos terremotos revolta venezuelanos
-
'Podemos parar qualquer um', diz goleiro da Noruega antes de jogo contra o Brasil
-
Êxodo de estrangeiros na África do sul continua em contexto de violência
-
Napoli anuncia Massimiliano Allegri como novo técnico
-
Sinner avança às oitavas e segue firme em busca do 2º título seguido em Wimbledon
-
Protestos na Mercedes-Benz marcam início de mobilização no setor automotivo da Alemanha
-
Djokovic vence Rindeknech e vai às oitavas de final de Wimbledon
-
Preços dos alimentos caem, mas fenômeno El Niño é uma ameaça
-
Hamilton faz a pole da corrida sprint do GP da Grã-Bretanha de F1
-
Medvedev é eliminado na 3ª rodada de Wimbledon
-
Raphinha retorna aos treinos com a Seleção Brasileira
-
Sufocante onda de calor atinge a costa leste dos Estados Unidos
-
Neymar não está satisfeito em ser reserva, mas é 'muito respeitoso', diz Ancelotti
-
Líderes iranianos prestam tributo ao falecido guia supremo Ali Khamenei
-
Naomi Osaka se classifica pela primeira vez às oitavas de Wimbledon
-
Crise na família Bolsonaro abala a direita antes das eleições
-
Cabo Verde enfrenta Argentina nos últimos confrontos dos 16-avos da Copa
-
Tabu em torno do aborto no Quênia expõe milhares de mulheres à morte
-
Vida 'nas sombras' dos militares ucranianos que atacam Moscou com drones
-
Bayern de Munique anuncia contratação do alemão Nathaniel Brown
-
Iranianos que não irão ao funeral de Ali Khamenei
-
João Fonseca volta a cair na 3ª rodada de Wimbledon
-
Nagelsmann pede demissão e Alemanha se prepara para 'era Klopp'
-
Líderes iranianos prestam homenagem ao falecido líder supremo Ali Khamenei
-
Trump vai ao Monte Rushmore para celebrar os 250 anos da independência dos EUA
Desinformação sobre vacinas, um efeito colateral duradouro da covid-19
A pandemia de covid-19 criou uma câmara de eco sem precedentes para redes de desinformação, oferecendo aos céticos das vacinas visibilidade e popularidade das quais algumas figuras ainda se beneficiam cinco anos depois.
Efeitos colaterais "perigosos" ou produtos "nunca testados": os "antivacina" não esperaram até 2020 para espalhar informações falsas sobre as vacinas.
Mas o surgimento da covid-19 serviu como um acelerador, "ajudando a transformar um movimento marginal em uma força mais poderosa", observa um estudo publicado na The Lancet em 2023.
A pandemia deu aos céticos da vacina uma chance de mudar de tática. Antes voltados para os pais — as crianças recebiam o maior número de injeções —, seus discursos se generalizaram, o que lhes permitiu atingir um público muito maior.
"Durante esse período, observamos várias bolhas normalmente bem definidas convergindo para o antivacinismo", descreve Romy Sauvayre, professora assistente de sociologia francesa e especialista em crenças médicas.
Junto aos conspiracionistas habituais, adeptos da medicina alternativa, figuras políticas e também pessoas da área médica multiplicaram declarações falsas ou infundadas sobre as vacinas ou o próprio vírus.
Os debates em torno da eficácia da hidroxicloroquina como remédio contra a covid-19 promovidos pelo médico francês Didier Raoult — cujo estudo seminal foi recentemente invalidado — agitaram parte da população desse país.
Assim como ele, outras figuras com capital científico ou médico se destacaram por se oporem ao consenso científico.
"Por trás desses médicos midiáticos, às vezes bastante radicais, há muitos questionamentos sobre a confiança nas autoridades de saúde", diz Jeremy Ward, pesquisador francês e coautor de um extenso relatório sobre vacinação na França desde 2020.
- Defesa das liberdades-
Além das preocupações com a saúde, "esse movimento foi estruturado principalmente em torno da defesa das liberdades individuais", destaca Jocelyn Raude, pesquisadora em psicologia da saúde.
Isso é demonstrado pelas inúmeras manifestações ao redor do mundo contra as restrições e vacinações obrigatórias.
A pandemia permitiu, assim, que o movimento antivacina continuasse sua aproximação com a direita conservadora, às vezes impulsionando seus ativistas aos mais altos níveis de poder político, dos quais Robert Kennedy Jr. é o melhor exemplo.
Ex-advogado ambientalista, sobrinho do presidente assassinado John F. Kennedy, ele foi escolhido por Donald Trump para liderar o Departamento de Saúde dos Estados Unidos.
Uma vitória e um reconhecimento para os antivacina com quem ele marchou em manifestações, alegando, por exemplo, que a covid-19 era um vírus "com alvos étnicos".
De acordo com o Center for Countering Digital Hate (CCDH), uma ONG que combate a desinformação online, RFK Jr. e sua organização antivacina Children's Health Defense - da qual ele se retirou temporariamente - estavam entre os doze principais disseminadores de desinformação durante a pandemia.
"É uma das contas antivacina que cresceram mais rápido durante a pandemia. Estamos falando de um público de centenas de milhares ou milhões de pessoas. É uma posição muito forte para construir uma base de apoio para suas ambições políticas", diz Callum Hood, chefe de pesquisa do CCDH.
- Antissistema e redes sociais-
Durante a pandemia, as redes sociais foram "a ponta de lança dos esforços de desinformação sobre vacinas", afirma Noel T. Brewer, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade da Carolina do Norte e um dos autores do estudo publicado na The Lancet.
Mas as consequências para a saúde pública são difíceis de analisar.
"Alguns pesquisadores acreditam que a exposição repetida a informações falsas pode levar as pessoas a deixar de se vacinar, enquanto outros acreditam que os efeitos dessa exposição são relativamente pequenos porque eles apenas justificariam a hesitação pré-vacinação", diz Jocelyn Raude.
Hoje, o movimento enfraqueceu um pouco à medida que o interesse pela covid-19 diminuiu, mas aqueles que ganharam notoriedade espalhando desinformação durante a pandemia aprenderam a se renovar.
"Essas são as mesmas contas que agora compartilham conteúdo pró-Rússia ou cético em relação ao clima", explica Laurent Cordonier, sociólogo e diretor de pesquisa da Fundação Descartes.
"Há um aspecto estratégico, mas também uma coerência real ao tocar nesses diferentes assuntos que parecem não ter conexão entre si. O motor é o antissistema", explica o pesquisador.
H.Thompson--AT