-
França vence Paraguai com gol de pênalti de Mbappé e vai enfrentar Marrocos nas quartas da Copa
-
Incomodar Kane, a prioridade do técnico do México contra a Inglaterra
-
Líder camponês organizador de protestos é detido na Bolívia
-
"É uma equipe difícil, com estrutura e qualidade", diz Ancelotti sobre a Noruega
-
Sena é reaberto aos banhistas durante o verão em Paris
-
Países 'amigos' terão tratamento 'especial' em taxas em Ormuz, diz diplomata do Irã
-
Hervé Renard deixa cargo de técnico da Tunísia após apenas dois jogos
-
Mortos em terremotos na Venezuela se aproximam de três mil
-
Técnico da Noruega diz que Brasil é favorito mas aposta no equilíbrio
-
Lamine-Nuno Mendes, Rodri-Vitinha e CR7-Laporte: os duelos de Espanha-Portugal
-
'Vou com ele': o medo de perder corpos de vítimas dos terremotos na Venezuela
-
Harry irá a Londres sem Meghan e os filhos, diz fonte próxima ao príncipe
-
Marrocos vence Canadá (3-0) e vai às quartas de final da Copa do Mundo
-
Sindicato FIFPro pede medidas contra insultos a jogadores
-
Ucrânia ataca São Petersburgo com drones e nega tomada de cidade crucial pela Rússia
-
Sobe para 2.954 o número de mortos em terremotos na Venezuela
-
Um 'jardim dentro do Garden': revelados novos detalhes do casamento de Taylor Swift
-
Zverev avança às oitavas e iguala sua melhor campanha em Wimbledon
-
Funeral do aiatolá Ali Khamenei tem afluência maciça de fiéis em Teerã
-
Um 'anjo' em meio à escuridão dos violentos terremotos na Venezuela
-
Kimi Antonelli faz a pole position do GP da Grã-Bretanha de F1
-
Serena Williams desiste do torneio de duplas de Wimbledon devido a lesão no joelho
-
EUA celebra seus 250 anos em meio ao calor extremo e à divisão política
-
Atual campeã, Iga Swiatek cai na terceira rodada de Wimbledon
-
Número 2 do mundo, Elena Rybakina cai na terceira rodada de Wimbledon
-
Ucrânia ataca São Petersburgo com drones e nega que Rússia tenha tomado cidade estratégica
-
Brasil x Noruega coloca Vini Jr. e Haaland frente a frente na Copa do Mundo
-
Em visita à ilha de Lampedusa, papa Leão XIV pede que Europa 'proteja' os migrantes
-
'Como uma vitória': apesar da eliminação, Cabo Verde festeja grande jogo contra Argentina
-
Funeral do aiatolá iraniano Ali Khamenei começa com milhares de fiéis
-
Kimi Antonelli vence corrida sprint do GP da Grã-Bretanha de F1
-
"Fizeram uma partidaça", comemora técnico da Colômbia após classificação para oitavas da Copa
-
Colômbia vence Gana (1-0) com gol de Arias e vai enfrentar Suíça nas oitavas da Copa
-
Papa Leão XIV visita ilha italiana de Lampedusa para homenagear migrantes
-
Fifa mantém horário do início de México-Inglaterra no Azteca
-
Taylor Swift se casa em Nova York com presença de celebridades
-
Argentina "vai competir até o fim", garante Messi após classificação dramática para as oitavas
-
"Teria sido sido uma loucura perder" nos 16-avos para Cabo Verde, diz Scaloni
-
Argentina vence Cabo Verde na prorrogação (3-2) e vai enfrentar Egito nas oitavas da Copa
-
Iranianos começam a se reunir para funeral do aiatolá Ali Khamenei
-
Após eliminar Alemanha, Paraguai sonha em derrubar a França
-
Celebridades chegam ao casamento de Taylor Swift em Nova York
Ex-militantes do partido de Assad entregam suas armas em Damasco
Maher Semsmieh foi entregar seu rifle em um escritório do partido Baath em Damasco depois que a formação da dinastia al-Assad, que governou a Síria por meio século, suspendeu suas atividades.
“Não somos mais baathistas”, disse o homem de 43 anos, deixando escapar um sorriso aliviado. “Fomos forçados a fazer parte do Baath porque, para eles, se você não estivesse com eles, estava contra eles”.
A formação, no poder na Síria há mais de 50 anos, anunciou na quarta-feira que estava suspendendo suas atividades “até novo aviso”, três dias após a queda do presidente Bashar al-Assad desencadeada por uma ofensiva rebelde relâmpago.
Semsmieh explicou que todos os seus superiores haviam desaparecido desde domingo, dia em que os rebeldes tomaram Damasco. “Eles desapareceram de repente (...) Não os vimos mais”, disse ele na quinta-feira.
Na entrada do escritório, homens armados pertencentes aos grupos que tomaram Damasco recolheram os rifles de assalto dos ex-membros do partido.
Semsmieh fazia parte da “vanguarda do Baath”, um grupo encarregado de “recrutar civis e armá-los para resistir ao lado do Exército sírio”, reconheceu.
“Perdemos muitos mártires (...) Eles partiram por uma causa sobre a qual não sabiam nada”, lamentou.
Firas Zakaria, um funcionário público de 53 anos do Ministério da Indústria, também estava entre aqueles que vieram para se livrar de suas armas.
“Eles nos pediram para devolver nossas armas e nós somos a favor (...) Cooperamos no interesse do país”, disse ele.
Como muitos sírios, Zakaria explicou que foi forçado a se juntar ao Baath para entrar no serviço público. “No país, você tinha que ser membro do Baath para conseguir um emprego”, disse ele.
Símbolo de repressão para muitos, o partido foi fundado em 1947 por dois nacionalistas sírios treinados em Paris: Michel Aflaq, um cristão ortodoxo, e Salah Bitar, um muçulmano sunita.
A formação defendia a unidade dos países árabes, embora suas duas ramificações, uma na Síria e outra no Iraque, tenham acabado à frente de dois regimes autocráticos e rivais: o de Al-Assad em Damasco e o de Saddam Hussein em Bagdá.
- Fuga precipitada -
Na sede da liderança central do Baath, dirigida pelo secretário-geral Bashar al-Assad, o tempo parou no domingo.
Retratos esfarrapados do presidente deposto, que fugiu para a Rússia, ainda estavam pendurados nas paredes.
Veículos abandonados e papéis espalhados pelo chão em escritórios vazios guardados por combatentes do grupo islamista Hayat Tahrir al Sham, que liderou a coalizão rebelde.
Mas não havia sinal de funcionários do partido no prédio, onde al-Assad costumava presidir as reuniões de liderança do partido.
Uma estátua de Hafez al-Assad, pai e antecessor do ex-presidente, foi destruída em frente ao prédio. No estacionamento, carros luxuosos de fabricação chinesa, aparentemente usados por altos funcionários, foram deixados com portas e janelas quebradas.
No andar térreo, um enorme retrato mural de Hafez e seu filho mais velho, Basel, que morreu em um acidente de carro em 1994, escapou milagrosamente da fúria da multidão que invadiu o prédio no domingo.
Em um dos escritórios abandonados, um documento datado de 12 de novembro de 2024, caído no chão, propõe “expulsar” do partido “camaradas que traíram a nação e o partido ao colaborar com grupos terroristas”.
Em outro escritório, xícaras de café e pedaços de pão deixados sobre a mesa testemunhavam a fuga apressada dos membros do partido.
Os combatentes rebeldes que tomaram o prédio descobriram caixas de granadas de fabricação russa em um depósito.
No centro de Damasco, Moqbel Abdel Latif, 76 anos, explicou que se juntou ao Baath quando ainda estava na escola, na década de 1960.
“Se o Baath tivesse continuado no caminho certo, o país estaria em uma situação muito melhor hoje”, disse ele.
F.Ramirez--AT