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Chefe de grupo paramilitar russo diz que suas tropas começaram a receber munições
O líder do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgeny Prigozhin, afirmou, nesta segunda-feira (8), que suas tropas começaram a receber as munições que ele havia exigido para continuar lutando na cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia.
Em uma série de vídeos divulgados na semana passada, Prigozhin ameaçou retirar seus homens de Bakhmut e acusou o Estado-Maior russo de não fornecer suprimentos suficientes.
O líder do Grupo Wagner acusa o Estado-Maior russo de não fornecer munição suficiente a seus paramilitares há meses, o que, segundo ele, teria como objetivo privar seus efetivos de uma vitória em Bakhmut que poderia ofuscar o Exército regular.
No entanto, no domingo, ele disse que havia recebido "a promessa" do Exército de que teria mais munições e armamento.
"Segundo as informações preliminares, estamos começando a receber munição", declarou Prigozhin em uma mensagem de áudio divulgada por seus porta-vozes nesta segunda.
Ele acrescentou que combates "ferozes" estavam ocorrendo em Bakhmut e que suas forças estavam avançando.
Esta cidade do leste da Ucrânia concentra os confrontos há vários meses. Os efetivos do Grupo Wagner tomaram muitos setores, mas não conseguiram se apoderar da cidade inteira.
O líder do grupo afirmou que as tropas ucranianas ainda controlavam "cerca de 2,36 quilômetros quadrados" de território em Bakhmut.
A batalha nesta cidade de valor estratégico limitado ocorre desde agosto de 2022, mas ganhou peso simbólico devido à duração e intensidade dos combates por seu controle.
A.Ruiz--AT