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Respirar e engrenar: a dupla tarefa do Brasil de Dorival contra a Colômbia
Pressionado pelo desempenho abaixo do esperado, o técnico Dorival Júnior tentará ganhar fôlego e um impulso para engrenar quando o Brasil receber a Colômbia nesta quinta-feira (20), em Brasília, na 13ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, que antecede o clássico contra a Argentina.
A pressão sobre Dorival é grande, especialmente depois que o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, traçou um objetivo claro para os primeiros jogos de 2025.
"A gente espera, dentro desse processo que o Dorival mencionou, duas vitórias nos jogos mais importantes que temos", disse Ednaldo no início do mês sobre a dificuldade dos dois adversários: Colômbia (4ª colocada com 19 pontos) e Argentina (líder com 25 pontos).
A Seleção, que terá mais uma vez a ausência de Neymar por lesão, ainda não convence e na última rodada dupla, em novembro, teve que se contentar com dois empates em 1 a 1 contra Venezuela (8ª) e Uruguai (2°).
Esses resultados levaram o Brasil a terminar 2024 em quinto na tabela, com 18 pontos em 12 jogos, dentro da zona de classificação direta para o Mundial.
Mas ainda é pouco para o torcedor brasileiro, que espera bom desempenho e gols, dois ingredientes que estão em falta nos últimos tempos.
"O Dorival está criando um jeito de jogar, sua espinha dorsal. Acredito que a gente está cada vez mais próximo do melhor que pode entregar. Pode melhorar, e muito, a gente sabe. É um dever nosso honrar essa camisa de tantos grandes ídolos", disse o meio-campista Bruno Guimarães.
- O dilema da ponta esquerda -
A situação de Bruno Guimarães é parecida com a de outras referências do elenco: com a Seleção, encontram dificuldades de repetir as boas atuações que têm em seus clubes na Europa.
Dorival Júnior não encontrou um substituto para Neymar nem a forma de encaixar seus melhores nomes: os atacantes Rodrygo, Vinícius Júnior e Raphinha.
O treinador sofre para resolver o dilema da ponta esquerda, setor do campo em que Vini e Raphinha se sobressaem no Real Madrid e no Barcelona. Qual dos dois escalar em uma posição diferente?
O time também sofre com a falta de um centroavante confiável, uma ausência que Dorival tentou suprir jogando sem um camisa 9 de referência e alternando - geralmente com Rodrygo e Vini - na ponta.
Resolver esses mistérios será primordial para vencer a Colômbia, mas também para visitar a Argentina, sem o astro Lionel Messi, lesionado.
- Colômbia em busca da vitória -
A necessidade de vencer, no entanto, não é exclusivamente brasileira. Depois da derrota na final da Copa América do ano passado para a Argentina, a Colômbia sofreu uma queda de rendimento e perdeu seus jogos contra Uruguai (3 a 2) e Equador (1 a 0).
Em caso de nova derrota, o time colombiano continuaria na zona de classificação direta, mas pode ser ultrapassado pelo Paraguai (6°), seu adversário na próxima rodada, em Barranquilla.
Mas o técnico argentino Néstor Lorenzo aposta em seus jogadores e na liderança astro James Rodríguez para ir com tudo para cima do Brasil.
"Temos a experiência de fazer um grande jogo, de ganhar e que a seleção jogue à altura", declarou Lorenzo a jornalistas na terça-feira.
-- Escalações prováveis:
Brasil: Alisson - Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Guilherme Arana - Bruno Guimarães, Gerson - Savinho, Rodrygo, Raphinha - Vinícius Júnior. Técnico: Dorival Júnior.
Colômbia: Camilo Vargas - Daniel Muñoz, Dávinson Sánchez, Jhon Lucumí, Johan Mojica - Richard Ríos, Jefferson Lerma, Jhon Arias - James Rodríguez - Jhon Córdoba, Luis Díaz. Técnico: Néstor Lorenzo.
Árbitro: Alexis Herrera (VEN).
A.Clark--AT