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Manifestações da comunidade alauita após ataque a mesquita deixam 3 mortos na Síria
Ao menos três pessoas morreram neste domingo (28) na cidade síria de Latakia em confrontos entre manifestantes da comunidade alauita e as forças de segurança.
Milhares de pessoas saíram às ruas neste domingo para exigir o fim da violência contra a comunidade alauita, após o ataque contra uma mesquita que deixou oito mortos na sexta-feira em Homs, no centro do país.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), com sede no Reino Unido e que conta com uma vasta rede de fontes no país, as forças de segurança mataram duas pessoas na dispersão de uma manifestação na cidade costeira de Latakia, no oeste do país.
A agência oficial Sana, citando os serviços de saúde, registrou, por sua vez, três mortos e 60 feridos.
Um hospital da região recebeu dois corpos, informou uma fonte médica.
Uma fonte de segurança informou à AFP que um dos mortos era um policial.
Correspondentes da AFP viram policiais intervirem com tiros para o alto para tentar conter a situação.
No entanto, as autoridades não confirmaram terem disparado contra os manifestantes, mas afirmaram que "controlaram a situação".
Também acusaram apoiadores do ex-presidente Bashar al-Assad de terem atacado as forças de segurança.
"Assad foi embora e não apoiamos Assad (...) Por que estas mortes?", questionou Numeir Ramadan, um comerciante de 48 anos. "Por que os assassinatos? Por que os sequestros? Por que estas ações aleatórias sem qualquer dissuasão, responsabilização ou supervisão?".
Além de Latakia, também houve confrontos em Homs, segundo o OSDH, organização com sede no Reino Unido e com uma ampla rede de fontes no país.
Em março, vários massacres na costa síria deixaram mais de 1.700 mortos, a maioria alauitas, após confrontos entre forças de segurança e partidários de Assad, segundo o OSDH.
P.Hernandez--AT