-
Trump prevê 'reduzir' operações militares contra o Irã
-
Venda de maconha a turistas, uma 'mudança possível' no Uruguai
-
RB Leipzig goleia Hoffenheim (5-0) e assume 3º lugar no Alemão
-
PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025
-
Troféu da Copa do Mundo visita Chichén Itzá, berço do jogo de bola maia
-
Três homens são presos na França por suspeita de abuso sexual em escolas
-
Guerra ameaça protagonismo do Golfo no mapa esportivo global
-
Presidente colombiano é investigado nos EUA por suposta ligação com narcotraficantes
-
Jonathan Wheatley deixa chefia da Audi F1 e pode se transferir para Aston Martin
-
Khamenei afirma que Irã desferiu 'golpe fulminante' no inimigo
-
Lesionado, Mohamed Salah vai desfalcar Liverpool e Egito
-
Joan García está entre as novidades na lista de convocados da Espanha para amistosos de março
-
Ex-ministro da Segurança da Costa Rica acusado de narcotráfico é extraditado para os EUA
-
Argentina vai enfrentar Mauritânia em amistoso em Buenos Aires no dia 27 de março
-
Líder supremo Mojtaba Khamenei afirma que Irã desferiu 'golpe fulminante' no inimigo
-
Ernesto Valverde deixará cargo de técnico do Athletic Bilbao no final da temporada
-
Jihadista francês é condenado à prisão perpétua pelo genocídio de yazidis
-
Governo dos EUA processa Harvard por permitir o 'antissemitismo'
-
Fracassam novas investigações no caso contra chileno Zepeda por homicídio na França
-
Nadador australiano McEvoy bate recorde mundial nos 50m livre, que pertencia a César Cielo
-
Tuchel surpreende com lista de 35 convocados para amistosos da Inglaterra contra Uruguai e Japão
-
Lesionado, Alisson vai desfalcar seleção brasileira em amistosos contra França e Croácia
-
Julgamento de ex-líder do Sinn Féin, Gerry Adams, termina após acordo com vítimas do IRA
-
Bolsonaro segue na UTI após uma semana internado
-
Ator Chuck Norris morre aos 86 anos
-
Retorno do grupo sul-coreano BTS relembra o lado obscuro do K-Pop
-
Presidente da Conmebol diz que Argentina é bicampeã da Finalíssima
-
Cristiano Ronaldo vai desfalcar Portugal nos amistosos contra México e EUA
-
BTS lança novo álbum antes de seu tão aguardado retorno aos palcos
-
Índia pode revolucionar combate à obesidade com medicamentos genéricos de baixo custo
-
Princesa Mette-Marit da Noruega diz que foi 'manipulada e enganada' por Epstein
-
Fifa multa Federação Israelense de Futebol por 'discriminação'
-
Israel anuncia mais ataques contra o Irã, país que considera prestes a ser 'dizimado'
-
Presidente da Venezuela anuncia mudança no comando militar
-
Comissão aprova moeda comemorativa com imagem de Trump
-
Seis países se declaram 'dispostos a contribuir' para segurança no Estreito de Ormuz
-
Flamengo vai enfrentar Estudiantes na Libertadores; Palmeiras cai em grupo acessível
-
Organizações humanitárias condenam ameaças de guerrilheiros a delegações na Colômbia
-
LeBron James iguala recorde de jogos disputados na NBA
-
Swiatek é eliminada em sua estreia no WTA 1000 de Miami
-
Neymar vai enfrentar San Lorenzo em sua volta à Copa Sul-Americana
-
México convoca Fidalgo e veterano Ochoa para amistosos contra Portugal e Bélgica
-
Luis Díaz é destaque da lista de convocados da Colômbia para amistosos contra Croácia e França
-
'É necessário dinheiro para matar os caras maus', diz Hegseth sobre custo da guerra
-
Espanha e Inglaterra se impõem nas oitavas da Liga Europa e da Conference League
-
Morre, aos 84 anos, Umberto Bossi, fundador do partido Liga Norte
-
Seleção iraniana de futebol feminino é homenageada em Teerã
-
Irã está prestes a ser 'dizimado', garante premiê israelense
-
Fifa aprova regra para aumentar número de treinadoras no futebol feminino
-
Cunningham sofre pneumotórax e vai desfalcar Pistons na NBA
Somália e nações africanas criticam reconhecimento da Somalilândia por Israel
A Somália e a União Africana (UA) reagiram com indignação depois que Israel se tornou, na sexta-feira, o primeiro país a reconhecer formalmente a região da Somalilândia como um Estado independente.
O território, do tamanho do Uruguai (175.000 km²), situado no extremo nordeste do Chifre da África, declarou sua independência da Somália em 1991, quando o país enfrentava um cenário de caos após a queda do regime militar do autocrata Siad Barre.
Israel é o primeiro país a reconhecer o território, que funciona de forma autônoma e se distingue por uma relativa estabilidade em comparação à Somália, afetada por insurgências islamitas e conflitos políticos.
A Somalilândia é "um Estado independente e soberano", afirma um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
A decisão, no entanto, foi condenada pela Somália e pela UA, organização internacional formada por 55 Estados do continente.
Turquia, Djibuti — que tem fronteira com a Somalilândia —, Egito e Autoridade Palestina, que administra parcialmente a Cisjordânia ocupada, também rejeitaram o anúncio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington não seguiria os passos de Israel, seu aliado.
A Somalilândia tem uma posição estratégica na entrada do Estreito de Bab el-Mandeb, em uma das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, que liga o Oceano Índico com o Mar Vermelho e o Canal de Suez, mais ao norte.
Analistas acreditam que a decisão israelense foi motivada por interesses de segurança regional.
- Posição estratégica -
"Israel precisa de aliados na região do Mar Vermelho por muitas razões estratégicas, incluindo a possibilidade de uma futura campanha contra os huthis", os rebeldes iemenitas apoiados pelo Irã, afirmou o Instituto de Estudos de Segurança Nacional em um documento publicado no mês passado.
A costa do Iêmen fica próxima da Somalilândia e Israel atacou alvos neste país de forma reiterada após o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023.
Os bombardeios foram respostas aos ataques dos huthis lançados contra Israel em solidariedade aos palestinos de Gaza.
Israel, além disso, tenta fortalecer suas relações com países do Oriente Médio e da África.
Os históricos Acordos de Abraão, alcançados no final do primeiro mandato de Trump em 2020, estabeleceram relações entre Israel e países muçulmanos como Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein e Sudão. Mas os esforços foram interrompidos pela guerra de Gaza.
"Estou muito, muito feliz e muito orgulhoso deste dia, e quero desejar a você e ao povo da Somalilândia o melhor", declarou Netanyahu ao presidente da Somalilândia, Abdirahman Mohamed Abdulahi.
O território buscava reconhecimento internacional há décadas. O presidente Abdulahi afirmou que esta era sua prioridade ao assumir o cargo, no ano passado.
"É um momento histórico", celebrou o presidente, conhecido como "Irro".
- "Ataque deliberado" -
Na capital, Hargeisa, centenas de pessoas saíram às ruas durante a noite com bandeiras e gritos de "vitória".
A Somália condenou um "ataque deliberado contra sua soberania" por parte de Israel e advertiu que o anúncio exacerba "as tensões políticas e de segurança (...) na região".
Dadas as repercussões geopolíticas, Egito, Turquia, Djibuti, assim como várias organizações multilaterais, entre elas o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), a Liga Árabe e a UA, também reprovaram o anúncio.
Em comunicado, a União Africana advertiu sobre o "risco de criar um precedente perigoso com consequências consideráveis para a paz e a estabilidade em todo o continente".
O presidente americano Donald Trump disse em uma entrevista ao New York Post publicada na sexta-feira que se opõe ao reconhecimento da Somalilândia por parte dos Estados Unidos.
"Não", respondeu o bilionário republicano ao tabloide quando foi perguntado sobre o reconhecimento da região, e acrescentou: "Alguém sabe realmente o que é a Somalilândia?"
burs-jj/jgc/ceg/mjw/sag/avl/fp
G.P.Martin--AT