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Riade ameaça instalação petroleira dos houthis no Iêmen e pede que civis deixem a área
A coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciou, nesta terça-feira (13), um ataque iminente contra uma instalação de petróleo na capital iemenita, Saná, controlada pelos houthis, e pediu que os moradores deixem a área.
Após uma onda de ataques dos combatentes pró-iranianos contra aeroportos e instalações petrolíferas sauditas, esta é a primeira vez desde a retomada dos enfrentamentos, em julho, que a coalizão emite uma ordem de evacuação em Saná.
A coalizão exigiu que os civis deixem as imediações da instalação da Companhia Iemenita de Petróleo, na estação central de Al Sabaha, em Saná, "para sua própria segurança", declarou no X seu porta-voz, Turki al Maliki.
Os houthis reagiram rapidamente e advertiram que qualquer ataque terá uma resposta "dura e dolorosa".
O movimento pró-iraniano pediu, ainda, que civis e funcionários deixem as instalações da petroleira saudita Aramco e o aeroporto internacional de Riade, que foi atacado em várias ocasiões na última semana.
No sábado, o ataque contra o aeroporto de Riade, que deixou 13 mortos, representou um novo golpe para a Arábia Saudita, principal exportador mundial de petróleo, e aprofundou ainda mais a guerra no Iêmen, onde o reino apoia o governo reconhecido internacionalmente perante os houthis.
A Arábia Saudita seguia enfrentando novos ataques nesta terça-feira. A coalizão afirmou que suas forças interceptaram três drones ao norte de Riade. E na véspera foram ouvidas fortes explosões à noite.
Desde 2015, Riade apoia militarmente o governo iemenita contra os houthis, um conflito que provocou uma profunda crise humanitária em um dos países mais pobres do mundo.
Diante da deterioração da situação, vários países emitiram advertências de viagem para a Arábia Saudita.
- Consequências "desastrosas" -
A Arábia Saudita é sacudida por esta onda de ataques em um momento no qual já sofria as consequências do conflito regional, especialmente pelas restrições impostas pelo Irã ao trânsito pelo Estreito de Ormuz.
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o país encerrará o ano com uma contração de 3,3% de seu PIB, cinco pontos a menos que a previsão de julho.
Esta estimativa não incorpora o impacto dos ataques mais recentes nem a tomada, por parte dos houthis, do Estreito de Bab el Mandeb e da costa iemenita sobre o Mar Vermelho, fatores que poderiam agravar ainda mais as dificuldades econômicas do reino.
A Arábia Saudita está sendo "posta à prova", admitiu o Ministério da Energia saudita na segunda-feira.
Os houthis voltaram a advertir, nesta terça, que o espaço aéreo saudita não é seguro.
Enquanto isso, os combates continuam no Iêmen entre os houthis e as forças governamentais.
Apesar dos bombardeios da aviação saudita, os combatentes apoiados pelo Irã apertaram o cerco sobre Taiz, a terceira cidade do país, onde os confrontos deixaram mais de 60 mortos entre domingo e segunda-feira, segundo fontes militares dos dois lados.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu, nesta terça-feira, uma "desescalada urgente" no Oriente Médio e advertiu que uma intensificação das hostilidades teria consequências "desastrosas" para dezenas de milhões de pessoas.
bur/rh/cd/mdh/meb/an/mvv/yr
P.Hernandez--AT