Arizona Tribune - Crescimento econômico da China registra ritmo mais lento em três anos

Crescimento econômico da China registra ritmo mais lento em três anos
Crescimento econômico da China registra ritmo mais lento em três anos / foto: - - CN-STR/AFP

Crescimento econômico da China registra ritmo mais lento em três anos

A economia da China registrou no segundo trimestre o crescimento mais lento dos últimos três anos, segundo números oficiais divulgados nesta quarta-feira (15), embora as exportações impulsionadas pelo boom da inteligência artificial (IA) tenham compensado os efeitos do conflito no Oriente Médio.

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O Produto Interno Bruto (PIB) da segunda maior economia do mundo avançou 4,3% na comparação anual no período de abril a junho, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONE), abaixo da previsão de 4,5% de um grupo de economistas consultados pela AFP.

Também ficou abaixo da meta anual de 4,5% a 5,0% estabelecida pelo governo de Pequim, o menor objetivo do país em décadas.

Uma crise de vários anos no setor imobiliário e uma queda persistente no consumo interno levaram o país a depender das exportações para cumprir as metas de crescimento.

Porém, a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã colocou as metas em risco: o conflito provocou o bloqueio do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital pela qual normalmente transita um quinto do petróleo e do gás natural do mundo.

"A economia resistiu à pressão e permaneceu dentro de uma faixa razoável", afirmou o ONE em comunicado. "A produção e a oferta cresceram com bastante rapidez. A situação do emprego permaneceu estável de modo geral. Os preços subiram moderadamente. O comércio exterior cresceu em bom ritmo. Os novos motores de crescimento se expandiram rapidamente", acrescentou a instituição.

Apesar dos elogios, a nota indica que "há muitos fatores externos instáveis e incertos, e a contradição interna de uma oferta grande e uma demanda frágil é relevante. É necessário consolidar a base para que a economia melhore".

Os dados oficiais também mostraram que as vendas no varejo subiram 1,0% em termos anuais em junho, acima da projeção compilada pela agência financeira Bloomberg, que apontava uma queda de 0,1%. Além disso, a produção industrial aumentou 5,3% no mês passado, também superando os 4,6% previstos pela agência.

- Elo fraco -

A demanda interna, afetada por expectativas baixas de renda, continua sendo o "elo fraco" da China, comentou à AFP Yue Su, da The Economist Intelligence Unit.

"Por isso, esperamos que as autoridades enfatizem mais o fortalecimento do consumo na segunda metade do ano e no início de 2027", por meio de pacotes de estímulo fiscal ou aumento do salário mínimo, acrescentou a analista.

O consultor Zhang Zhiwei considera pouco provável que o governo modifique a posição política nos próximos meses em consequência dos dados. Ele recordou que a China continua no caminho para alcançar a meta de crescimento para 2026.

Os resultados, que são alvos de grande atenção, foram divulgados após a publicação, na terça-feira, de dados que mostraram que as exportações dispararam 27% em termos anuais em junho. O número também superou as previsões, graças ao boom mundial da IA, que ajudou a impulsionar a demanda por chips e equipamentos de computação fabricados na China.

N.Walker--AT