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Burnham garante apoio para se tornar o próximo primeiro-ministro britânico
O ex-prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, já tem garantida sua sucessão ao primeiro-ministro britânico Keir Starmer, depois de obter o apoio necessário dos deputados trabalhistas.
Burnham, de 56 anos, apelidado de "rei do norte" pelas conquistas alcançadas na região de Manchester, recebeu na segunda-feira os votos de mais 27 deputados, que se somam aos 322 conquistados no primeiro dia de votação, na última quinta-feira.
Com o apoio de 349 dos 403 deputados que compõem a bancada parlamentar trabalhista, nenhum outro candidato poderá alcançar o patamar de 81 votos necessários para se apresentar à liderança do partido.
As indicações dos deputados serão encerradas na tarde de quarta-feira e serão seguidas por uma votação de 24 horas de outros grupos filiados ao partido, entre eles os sindicatos, que terminará na quinta-feira às 18h00 no horário local (14h em Brasília).
- Apoio sindical -
Burnham também recebeu nesta terça-feira o apoio do sindicato Unison, um dos mais importantes do país, com 1,3 milhão de filiados, de modo que agora precisa obter o aval de outras duas organizações, entre elas outra confederação de trabalhadores, um trâmite considerado mera formalidade.
"Ele tem uma tarefa difícil pela frente, mas é uma voz forte e poderosa que conquistou respeito", declarou Linda Hobson, presidente da Unison.
Burnham deverá ser oficialmente empossado como líder do Partido Trabalhista na sexta-feira, durante um congresso extraordinário, antes de se instalar em Downing Street, provavelmente em 20 de julho, após se reunir com o rei Charles III.
O ex-prefeito venceu em 19 de junho uma eleição legislativa suplementar que lhe permitiu ocupar uma cadeira no Parlamento, condição necessária para concorrer pela liderança trabalhista.
Burnham começou a definir suas prioridades para o governo, prometendo em particular um amplo processo de descentralização destinado a impulsionar o crescimento econômico.
"Vamos realizar o maior reequilíbrio de poderes que o nosso país já conheceu”, afirmou Burnham.
- Medidas econômicas -
A popularidade de Starmer, no poder desde julho de 2024, despencou devido a vários escândalos e à letargia da economia, que levaram muitas vozes dentro do Partido Trabalhista a pedirem sua renúncia.
O presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, afirmou nesta terça-feira que se pudesse dar sua opinião ao próximo primeiro-ministro seria de que "o grande problema é o crescimento da economia".
"Tivemos um crescimento econômico baixo durante boa parte dos últimos 16 ou 17 anos", declarou diante da Comissão de Finanças do Parlamento britânico.
Starmer, que deixará o cargo de primeiro-ministro nos próximos dias, assistiu nesta terça-feira, em Paris, ao tradicional desfile de 14 de julho, festa nacional francesa, ao lado de outros líderes estrangeiros.
N.Walker--AT