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Exército liberta 39 sequestrados por guerrilha ELN na Colômbia; 2 militares morrem
O Exército da Colômbia libertou, nesta terça-feira (14), 39 pessoas sequestradas pela guerrilha em uma região remota do noroeste do país, anunciaram as autoridades, que reportaram a morte de dois militares na operação.
Os rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) capturaram as 39 pessoas, entre elas dois menores, em uma estrada na zona rural da região de Chocó, onde têm forte presença e se financiam por meio de atividades ilegais como o tráfico de drogas e o garimpo ilegal.
Os civis se deslocavam em dois ônibus quando foram abordados pelos guerrilheiros, que mantêm um bloqueio na via que liga o departamento de Chocó, banhado pelo oceano Pacífico e fronteiriço com o Panamá, com a cidade de Medellín.
As autoridades anunciaram sua libertação durante a tarde, após uma operação militar que custou a vida de dois soldados. Outros cinco ficaram feridos quando os rebeldes ativaram uma carga explosiva, explicou o Exército.
O grupo de pessoas libertadas foi levado de helicóptero para uma base militar na capital do departamento.
O Chocó é um dos redutos históricos do ELN. Ali, a guerrilha exerce forte controle sobre a população, com extorsões e retenções frequentes de civis e membros da força pública.
O governo local pediu aos cidadãos que evitem circular pela via afetada, onde o ELN e o Exército mantêm combates.
- Guerrilha ativa -
Imagens difundidas por veículos de imprensa colombianos e identificadas como sendo do local do sequestro dão conta de intensos tiroteios.
De origem guevarista e na insurgência desde 1964, o ELN não participou no histórico Acordo de Paz que, há dez anos, desarmou o grosso da extinta guerrilha das Farc.
Segundo o último informe da fundação Ideas para la Paz, o ELN contava com 6.810 combatentes em 2025. Além de operar no Chocó, o grupo mantém influência no nordeste e no sudoeste do país.
O governo do presidente em fim de mandato Gustavo Petro, um ex-guerrilheiro do desmobilizado M-19, tentou sem sucesso negociar a paz com o ELN quando chegou ao poder em 2022.
A iniciativa foi sepultada definitivamente em janeiro de 2025, quando confrontos entre o ELN e dissidentes das Farc deixaram mais de uma centena de mortos e dezenas de milhares de deslocados na região do Catatumbo, fronteiriça com a Venezuela.
Segundo especialistas, os grupos armados ilegais se fortaleceram nos últimos quatro anos na Colômbia.
No país, o sequestro realizado por grupos criminosos é uma prática habitual, e foi um tema central da campanha presidencial deste ano.
O presidente eleito, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, promete endurecer a política de segurança e realizar bombardeios maciços contra os insurgentes.
A.Taylor--AT