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UE exclui empresas chinesas de licitações de equipamentos médicos
A Comissão Europeia, o braço Executivo da UE, anunciou nesta sexta-feira (20) a exclusão das empresas chinesas dos processos de licitações de equipamentos médicos, um gesto criticado por Pequim.
A medida exclui empresas chinesas dos processos de licitações com valor superior a 5 milhões de euros (5,7 milhões de dólares, 31 milhões de reais) e limita a participação dos grupos chineses a 50% das propostas vencedoras.
Em um comunicado, a Comissão afirmou que a decisão "é proporcional às barreiras da China, ao mesmo tempo que garante que todos os dispositivos médicos necessários estejam disponíveis para o sistema de saúde da UE".
Segundo a Comissão, exceções serão implementadas "quando não existirem fornecedores alternativos".
A decisão é resultado de uma investigação iniciada em abril do ano passado sobre o mercado chinês de equipamentos médicos.
O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou em uma nota que "nosso objetivo com estas medidas é nivelar as condições de concorrência para nossas empresas".
A UE, destacou Sefcovic, continua comprometida "em dialogar com a China para resolver estas questões".
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou nesta sexta-feira que a UE está caminhando em direção ao protecionismo.
"A UE se orgulha de ser o mercado mais aberto do mundo, mas na realidade está avançando gradualmente para o protecionismo, em um caso típico de dois pesos e duas medidas", comentou.
A.Taylor--AT