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Reitor de Cambridge denuncia 'onda racista' em torno do acadêmico encontrado morto
O reitor da Universidade de Cambridge, Chris Smith, afirmou nesta segunda-feira (17) que as acusações de plágio contra o falecido acadêmico negro Jason Arday desencadearam uma "onda racista".
Arday, o professor negro mais jovem da história da Universidade de Cambridge, foi encontrado morto na sexta-feira em sua casa em Londres, após enfrentar inúmeras acusações de plágio.
Após sua morte, o reitor disse à BBC que acredita ser importante que as acusações de plágio sejam "investigadas minuciosamente".
No entanto, também afirmou que era importante "recusar-se a participar de uma onda racista em torno de um determinado acadêmico", embora não tenha mencionado Arday diretamente.
Arday se demitiu em 5 de agosto, após a ampla divulgação na mídia das acusações de que ele teria plagiado partes de sua tese de doutorado.
O acadêmico, de 41 anos, declarou na época que havia "chegado ao limite do que qualquer pessoa pode razoavelmente suportar".
Andy Burnham, primeiro-ministro e ex-aluno de Cambridge, classificou sua morte como "uma tragédia em muitos níveis".
A família de Arday atribui o ocorrido a uma "campanha de desinformação".
Uma página de arrecadação de fundos criada para ajudar a família de Arday havia arrecadado mais de 146.000 libras (cerca de 1 milhão de reais) até a manhã desta segunda-feira.
Enquanto isso, uma petição que pede uma investigação pública sobre a cobertura midiática no caso Arday reuniu quase 32.400 assinaturas até esta segunda-feira.
O grupo Stand Up To Racism (Enfrente o Racismo, em tradução livre) convocou dois protestos para a tarde desta segunda-feira, um na Trafalgar Square, em Londres, e outro em Cambridge.
A Universidade de Cambridge também enfrenta um número crescente de questionamentos sobre como lidou com as acusações e o tratamento dado a Arday.
M.O.Allen--AT