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Quase 13 mil desabrigados após terremoto na Indonésia
Milhares de pessoas deslocadas por um potente terremoto no leste da Indonésia aguardavam a chegada de ajuda nesta segunda-feira (17), enquanto permanecem acampadas diante de escolas, delegacias de polícia e prédios públicos.
O terremoto de 7,7 graus de magnitude matou 53 pessoas e feriu mais de 100. Organismos de resgate informaram que não há relatos de desaparecidos.
O número de pessoas que não podem retornar para suas casas subiu nesta segunda-feira para 12.800 em várias localidades da ilha de Flores, informou à AFP Berton Suar Pelita Panjaitan, porta-voz da agência nacional de desastres da Indonésia, BNPB.
Muitos habitantes de Flores dormiram nas ruas pela segunda noite consecutiva, com medo de voltar para casa, diante das centenas de tremores secundários.
"Nossas casas já não são habitáveis porque muitas desabaram, estão rachadas e não podemos entrar", comentou Junaidin, um morador de Mbay de 32 anos, diante de uma barraca improvisada onde dormiam quase 30 pessoas.
A localidade de Mbay fica perto do epicentro do terremoto.
"Estamos aqui por conta própria", acrescentou Junaidin, que, como muitos indonésios, tem apenas um nome.
Ele expressou frustração com a aparente demora na chegada de ajuda, enquanto o país celebra nesta segunda-feira o Dia da Independência com uma grande cerimônia na capital, Jacarta.
"No que diz respeito à ajuda do governo, não recebemos nenhuma: nem barracas, nem remédios, nem comida, nem água potável, nada", disse Junaidin.
A Força Aérea do país anunciou que transportaria 13 toneladas de ajuda emergencial em aviões e que mobilizaria helicópteros para transportar os suprimentos aos sobreviventes em comunidades isoladas, segundo a agência estatal de notícias Antara.
J.Gomez--AT