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'As Guerreiras do K-pop', novo sucesso mundial da cultura sul-coreana
O filme de animação 'As Guerreiras do K-pop', o longa-metragem mais visto na história da Netflix, com 344 milhões de reproduções desde o final de junho, representa um novo marco na difusão da cultura sul-coreana em todo o mundo, explicam seus diretores.
"Na Coreia do Sul, nós nos questionamos se se tratava realmente de um produto coreano, já que o filme é produzido por um estúdio americano", Sony Pictures, disse sua codiretora Maggie Kang em uma entrevista à AFP esta semana em Paris.
"Mas para mim, sim, totalmente, porque tudo o que há nela passou por nós (Maggie Kang e Chris Appelhans) e eu sou coreana", acrescentou.
Kang nasceu em Seul e, ainda que tenha crescido e passado a maior parte da sua vida no Canadá, volta frequentemente ao seu país natal, com o qual mantém uma forte ligação.
Segundo o último balanço da Netflix, o filme acumulou 344 milhões de visualizações, um recorde na plataforma.
Também é a primeira vez que um produto proveniente da cultura sul-coreana, mas fabricado fora do país e em língua inglesa, tenha tanto sucesso, o que demonstra a influência cultural deste país asiático.
'As Guerreiras do K-pop' ('K-pop Demon Hunters', no título original) conta a história do grupo musical HUNTR/X, cujas três cantoras também são caçadoras de demônios e protegem o mundo em segredo.
Graças à música das caçadoras e à energia dos seus fãs, a barreira mágica que impede que as almas malvadas penetrem a terra é fortificada. No entanto, surge um novo desafio, os Saja Boys, um outro grupo musical cujos membros são demônios carismáticos e talentosos.
Os diretores do filme trabalharam com uma das gravadoras mais importantes do k-pop, The Black Label, para compor a trilha sonora, como a prestigiada 'Golden', que está há semanas no topo das paradas americanas. As músicas do filme estão entre as mais escutadas das plataformas desde a sua estreia.
"Estávamos preocupados se a comunidade do k-pop aceitaria os personagens dos filmes como um grupo real, mas fizeram isso quase que imediatamente", contou Kang.
O filme combina vários elementos da cultura sul-coreana, incorporando referências de moda, gastronomia e folclore do país.
"Contamos com vozes coreanas em todas as esferas (do filme), seja para escrever a história, a animação, iluminação ou a composição, e todas elas contribuíram para a autenticidade, não só eu", insistiu Kang, que reivindica contar uma história coreana e não coreana-americana.
D.Lopez--AT