-
Ao menos 72 migrantes morreram ao tentar entrar em Ceuta
-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
Al Jazeera tomará medidas legais 'até o fim' após fechamento de escritório em Israel
O diretor de notícias da Al Jazeera em inglês, Salah Negm, garantiu à AFP que o canal de televisão do Catar explorará todas as vias legais após o fechamento de seu escritório em Israel e irá "até o fim".
No domingo (5), o governo israelense decidiu fechar o escritório da Al Jazeera em Israel, o que levou à interrupção imediata de suas transmissões televisivas.
A decisão vale por um período renovável de 45 dias, segundo documentos oficiais.
"Os correspondentes da Al Jazeera violaram a segurança de Israel e incitaram a violência contra os soldados israelenses", declarou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
A ONU denunciou "qualquer decisão que faça retroceder a liberdade de imprensa", e diversos países, incluindo os Estados Unidos, principal aliado de Israel, também criticaram a deliberação.
"Se houver a possibilidade de contestar esta decisão, iremos até o fim", disse Negm na segunda-feira.
Pouco depois do anúncio do governo israelense, as autoridades apreenderam parte do material do canal, incluindo o seu equipamento de transmissão.
A rede também foi removida das operadoras de satélite e à cabo, e seus sites foram bloqueados.
"O equipamento que foi confiscado, a perda que sofremos ao interromper a nossa transmissão, tudo isso é objeto de ação legal", disse Negm, criticando uma decisão "digna da década de 1960 e não do século XXI".
Desde então, uma mensagem em hebraico que diz "Suspenso em Israel" aparece nas telas dos canais em árabe e em inglês da Al Jazeera.
- "Decisão arbitrária" -
A emissora condenou imediatamente a decisão, classificando-a como "criminosa" e afirmando na rede social X que a mesma "viola o direito humano de acesso à informação".
Salah Negm também observou o fechamento do escritório em Israel como uma "decisão arbitrária". No entanto, minimizou este impacto ao considerar que o canal possui outras fontes de informação.
A Al Jazeera continua operando na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967, e na Faixa de Gaza, de onde continua transmitindo ao vivo a guerra entre Israel e o Hamas, desencadeada em 7 de outubro após um ataque sem precedentes do grupo islamista em solo israelense.
"Sei que as pessoas que possuem um VPN [rede privada virtual] podem nos assistir online a qualquer momento", afirmou o diretor.
A decisão israelense foi anunciada após o Parlamento de Israel, o Knesset, ter votado em abril uma lei que proíbe a difusão em Israel de meios de comunicação estrangeiros que minem a segurança do Estado — um texto dirigido ao canal com sede no Catar —, o que permite ao primeiro-ministro proibir a transmissão e fechar escritórios.
A rede e o governo já haviam entrado em conflito após a morte da jornalista palestina-americana Shireen Abu Akleh durante uma operação israelense na Cisjordânia, em maio de 2022. A Al Jazeera acusa Israel de ser responsável por sua morte.
- Sofrimento e desconfiança -
Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, o escritório da Al Jazeera no território palestino foi bombardeado e dois de seus correspondentes morreram.
O chefe de escritório da emissora em Gaza, Wael Al Dahduh, ficou ferido em um ataque atribuído a Israel em dezembro, que matou um cinegrafista do canal.
"A Al Jazeera perdeu algumas pessoas, as suas famílias sofreram, o que é realmente diferente de outros conflitos neste sentido", lamentou Negm.
De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, uma organização com sede em Nova York, pelo menos 97 jornalistas foram mortos desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, incluindo 92 comunicadores palestinos.
Th.Gonzalez--AT