-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam nove mortos em Kiev
-
Espanha reforça fronteira com Marrocos e destaca situação 'quase' normal
Polêmico filme 'Guerra Civil' impulsiona debate sobre separatismo nos EUA
Um filme que imagina uma segunda guerra civil em um futuro próximo nos Estados Unidos reavivou os temores sobre a divisão do país antes das presidenciais de novembro.
"Guerra Civil", que estreou no Festival SXSW na semana passada e chegará aos cinemas em abril, retrata um presidente de três mandatos --um além do permitido-- em Washington lutando contra forças separatistas da Califórnia e Texas.
O filme acompanha jornalistas (vividos pela americana Kirsten Dunst e o brasileiro Wagner Moura) que percorrem uma nação destruída, onde o FBI foi dissolvido e drones das forças armadas lançam ataques contra os civis.
Nas primeiras críticas, The Atlantic destacou que o filme tem uma "ressonância incômoda nestes tempos politicamente polarizados". Rolling Stone disse que "poderia ser acidentalmente confundido com o presente".
Mas qual a possibilidade desde cenário?
Donald Trump foi criticado recentemente por fazer piada sobre ser "ditador" desde "o primeiro dia" se vencer as eleições e retornar à Casa Branca. O ex-presidente enfrenta acusações de conspirar para anular os resultados das eleições de 2020, quando perdeu para o democrata Joe Biden.
Biden, que busca a reeleição, acusou seu antecessor de abraçar a "violência política".
Uma pesquisa do Public Religion Research Institute (PRRI) do ano passado revelou que 23% dos americanos concordam que "os verdadeiros patriotas podem recorrer à violência para salvar o país".
As elites políticas e o Congresso estão mais divididos do que nunca, mas a polarização entre os cidadãos é "superdimensionada", disse William Howell, professor de ciências políticas na Universidade de Chicago.
As respostas a perguntas vagas nas pesquisas não refletem necessariamente a realidade sobre como as pessoas se comportarão, afirmou
"Não acredito que estejamos a um passo de uma guerra civil", disse.
- "Horrível" -
Já o autor Stephen Marche acredita que os "Estados Unidos são um estudo de caso de um país que caminha para uma guerra civil", mas não como mostra o filme.
O livro de Marche, "The Next Civil War: Dispatches from the American Future" (A Próxima Guerra Civil: Despachos do Futuro Americano, em tradução livre), utiliza modelos de ciência política para sugerir cinco cenários que poderiam desencadear um conflito interno generalizado. Por exemplo, o enfrentamento de milícias antigovernamentais com as forças federais e o assassinato de um presidente.
A violência política "torna-se aceitável e, em certo sentido, inevitável, porque as pessoas não sentem que seu governo é legítimo e parece que, por isso, a violência é a única resposta", afirmou Marche.
"Eu diria que, de certa forma, isso já ocorreu nos Estados Unidos".
No livro de Marche, o coronel aposentado do Exército Peter Mansoor afirma que um novo conflito "não seria como a primeira Guerra Civil, com exércitos manobrando no campo de batalha".
"Acredito que seria uma batalha campal, de vizinho contra vizinho, baseada em crenças, cor da pele e religião. E seria horrível".
- "Falhas e pressões" -
No filme, o diretor Alex Garland alude de forma deliberada às origens concretas do conflito.
Garland afirma que a obra pretende ser "uma conversa" sobre polarização e populismo.
"Não precisamos que nos expliquem: sabemos exatamente porque pode ocorrer, sabemos exatamente quais são as falhas e pressões", disse Garland na estreia no Texas na semana passada.
O "presidente de três mandatos" do filme parece invocar os temores de muitos americanos de que Trump, se reeleito, tente desprezar o prazo máximo de dois períodos presidenciais e queira buscar um terceiro.
"É difícil pensar o contrário, se considerarmos suas palavras, e acredito que nos equivocaríamos se não o fizéssemos", disse Howell.
Se chegar a este cenário, segundo Marche, falar em uma guerra civil poderá ser redundante.
"Se houvesse um presidente com três mandatos, os Estados Unidos estariam acabados", disse. "Não haveria mais Estados Unidos".
J.Gomez--AT