-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
-
Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde
'A guerra voltou a estar na moda e um fervor bélico se alastra', denuncia papa Leão XIV
"A guerra voltou a estar na moda e um fervor bélico se alastra". O papa Leão XIV fez, nesta sexta-feira (9), uma sombria análise da política internacional, na qual criticou o crescente uso da força por parte das nações, em um momento em que seu país natal multiplica as demonstrações militares.
Por ocasião dos seus votos de Ano Novo ao corpo diplomático, o papa americano -que também possui nacionalidade peruana-, realizou uma de suas intervenções mais contundentes, denunciando a "preocupante fragilidade do multilaterismo" e o surgimento de um "entusiasmo bélico".
Desde o início de seu discurso realizado em inglês a embaixadores na Santa Sé, lamentou a mobilização de "uma diplomacia da força, de indivíduos ou de grupos aliados" em detrimento do diálogo, o que ameaça a ordem estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.
"Hoje não se procura a paz como um dom de Deus, mas através das armas, como condição para afirmar o próprio domínio", denunciou o chefe da Igreja católica, sem citar diretamente nenhum país.
Além dos conflitos entre Ucrânia e Rússia e na Faixa de Gaza, estas declarações são dadas em um contexto internacional marcado pela preocupação dos europeus diante uma possível tomada de controle da Groenlândia, território autônomo dinamarquês, por parte dos Estados Unidos, que ameaça a integridade da Otan.
De maneira mais concreta, Leão XIV também expressou sua profunda inquietação com "a escalada de tensões no Mar do Caribe e ao longo da costa pacífica americana", fazendo alusão à situação na Venezuela, onde o presidente Nicolás Maduro foi deposto e capturado pelos Estados Unidos.
Na quinta-feira (8), o presidente americano, Donald Trump, anunciou que, após os ataques contra embarcações marítimas no Caribe e no Pacífico, supostamente conduzidas por narcotraficantes, os Estados Unidos também realizariam ataques "em terra" contra os cartéis.
O papa pediu para "respeitar a vontade do povo venezuelano" e que se trabalhe para "salvaguardar os direitos humanos e civis de todos".
Segundo Trump, Washington poderia manter, durante vários anos, o controle da Venezuela, país que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo.
- Violência na Cisjordânia -
Celebrados no início de janeiro, os votos de Ano Novo ao corpo diplomático são um dos encontros mais políticos do ano. Oferecem ao papa a oportunidade de fazer um balanço dos conflitos internacionais e reafirmar a posição da Santa Sé nestas questões sociais.
Ao referir-se à situação no Oriente Próximo, Leão XIV lembrou o apoio do Vaticano à criação de um Estado palestino, denunciou "um aumento da violência na Cisjordânia contra a população civil palestina, que tem o direito de viver em paz na sua própria terra".
Desde o ataque sem precedentes do movimento palestino Hamas, em Israel, em 7 de outubro de 2023, a violência de colonos israelenses contra civis palestinos na Cisjordânia ocupada se intensificou, e seus ataques contra as comunidades locais se multiplicam.
Entre os temas sociais, o bispo de Roma denunciou a dependência dos jovens às drogas, "um dano para a humanidade", recordando a oposição da Igreja ao recurso do aborto, da barriga de aluguel e da eutanásia.
Também condenou o aumento das violações da liberdade religiosa no mundo, lamentando que "a perseguição aos cristãos continua sendo uma das crises de direitos humanos mais disseminadas atualmente, que afeta mais de 380 milhões de fiéis em todo o mundo".
A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 184 Estados, dos quais aproximadamente metade estão representados por embaixadas em Roma.
M.White--AT