-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
-
Confirmadas as empresas participantes e os palestrantes do Blue Magic Netherlands, de 17 de novembro
-
Conselho de Estado discute coesão social, habitação, educação e saúde
González Urrutia pede 'reconhecimento' de sua vitória nas presidenciais da Venezuela
O opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, exilado na Espanha, pediu, nesta sexta-feira (9), o "reconhecimento explícito" de sua suposta vitória nas eleições presidenciais de 2024, oficialmente vencidas por Nicolás Maduro, capturado no começo deste mês pelos Estados Unidos.
Depois desta ação militar em Caracas, Washington descartou por enquanto transmitir à oposição venezuelana o comando do país, chefiado interinamente pela ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez.
"A reconstrução democrática na Venezuela passa pelo reconhecimento explícito do resultado eleitoral de 28 de julho de 2024", afirmou em um segundo telefonema com o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, segundo um comunicado publicado por sua equipe.
Com uma ordem de prisão emitida pelas autoridades venezuelanas, González Urrutia deixou seu país em setembro de 2024 e se exilou na Espanha, onde residem dezenas de milhares de venezuelanos.
A oposição o reivindica como o vencedor legítimo das eleições e publicou as cópias das atas emitidas pelas máquinas de votação, qualificadas como falsas pelo governo.
Durante a conversa com Sánchez, González Urrutia "afirmou que as transições políticas reais são complexas e não podem ser reduzidas a gestos parciais", indicou a nota.
O chefe de Estado espanhol afirmou, por sua vez, que pretendia "contribuir para aproximar posições" entre a oposição no exílio e a presidente interina, Delcy Rodríguez, com quem também conversou.
"A Espanha apoia uma transição pacífica, dialogada e democrática na Venezuela, liderada pelos próprios venezuelanos. Queremos acompanhar o país nesta nova etapa e contribuir para aproximar posições", disse Sánchez no X.
Um pouco antes, González Urrutia tinha dito que se "alegra profundamente" ao ver os abraços dos presos libertos com suas famílias após as solturas iniciadas na véspera na Venezuela.
Mas também advertiu, no telefonema com Sánchez, contra possíveis "gestos táticos", pois muitos presos por motivos políticos "continuam detidos".
"A libertação seletiva de presos não pode substituir a restituição plena de direitos, nem o reconhecimento do mandato democrático outorgado pelos venezuelanos em 28 de julho de 2024", acrescentou.
A ONG especializada Foro Penal estimava antes da quinta-feira que havia 806 presos políticos na Venezuela, 175 dos quais eram militares.
Entre os detidos está o genro de González Urrutia, Rafael Tudares Bracho, que foi condenado no começo de dezembro a 30 anos de prisão, segundo sua família.
H.Thompson--AT