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Simulador ajuda californianos a se prepararem para terremoto devastador
Randy Baxter se segura firmemente enquanto um simulador lhe mostra o poder de um terremoto de magnitude 7.
"Foi muito mais forte do que pensei", disse o professor de 62 anos à AFP ao sair da máquina no campus da Universidade da Califórnia, Fullerton.
Uma vez por ano, o trailer especialmente projetado parte em uma turnê de uma semana para ensinar aos californianos o que fazer quando a terra começar a tremer em uma das zonas mais sismicamente ativas do mundo.
O estado sabe que pode ser atingido a qualquer momento pelo "Grande", um poderoso terremoto que poderia matar cerca de 1.800 pessoas, ferir outras 53.000 e causar até 200 bilhões de dólares (1,09 trilhão em danos) em danos.
Há mais de 500 falhas ativas na Califórnia, que juntas causam milhares de tremores por ano.
Muitos deles são pequenos, mal percebidos pelos 40 milhões de residentes.
Mas outros podem ser grandes o suficiente para causar danos, e o Escritório de Serviços de Emergência da Califórnia (CAL OES) quer que as pessoas saibam o que fazer.
"Quando sentirem aquele tremor, queremos que todos se joguem no chão, se cubram e se segurem", disse Jon Gudel, do CAL OES.
"É exatamente como parece: devem tentar encontrar algo sólido, de preferência uma mesa, se esconder embaixo dela, cobrir sua cabeça e pescoço, e então se segurar embaixo dessa mesa até que o tremor pare".
- Desastre garantido -
As paredes do simulador de terremotos estão cobertas com fotos que mostram as consequências de alguns dos piores desastres geológicos da Califórnia.
Entre eles, o grande terremoto de São Francisco, que destruiu 80% da cidade em 1906, e o terremoto de Northridge em 1994, que matou 72 pessoas ao redor de Los Angeles, com enorme destruição de rodovias.
Andrea Okoh, que vive sobre a falha de San Andreas, uma cicatriz que se estende por 1.300 quilômetros no estado, admite estar "extremamente preocupada".
A diretora de recursos humanos de 36 anos fixou seus móveis na parede desde que um terremoto a acordou no meio da noite em janeiro.
"Desde criança, temos terremotos, mas ultimamente eles são mais intensos e mais próximos", disse. Isso "assusta".
A geóloga Ashleigh Kuiroz afirmou que uma recente série de aparentes terremotos não indica que o Grande é iminente.
Mas de certa forma, ajudam.
"São um grande lembrete de que talvez seja necessário pensar em ter um kit de terremotos pronto em casa", disse.
"Certificar-se de que você tem comida para os animais de estimação, os medicamentos de que precisa, primeiros socorros e coisas assim".
Os organizadores também recomendam que os residentes e turistas instalem o aplicativo "MyShake" (Meu terremoto), que pode oferecer segundos vitais ao alertar sobre um tremor.
Apesar de décadas de estudo e sensores dispostos globalmente, os sismólogos dizem que é impossível prever quando ocorrerá um terremoto destrutivo.
Mas algo que dizem com absoluta certeza é que definitivamente acontecerá.
"Não se trata de 'se', mas de 'quando'", disse Gudel. "Por isso é tão importante estar preparado".
H.Gonzales--AT