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Onda de calor que assola a Europa bate recorde na Eslováquia e põe Ucrânia à prova
A onda de calor que assola a Europa atingiu os países do centro e do leste da Europa nesta segunda-feira (29), com a Eslováquia registrando uma temperatura recorde, enquanto a Hungria incentiva o trabalho remoto e a Ucrânia enfrenta o impacto com a infraestrutura danificada pela guerra.
No oeste da Europa, a onda de calor levou vários governos na semana passada a tomarem medidas de emergência, como o fechamento de escolas e o cancelamento de festivais.
A Eslováquia registrou um novo recorde de 41°C nesta segunda-feira em Turna nad Bodvou, no sudeste do país, enquanto na Polônia, as autoridades relataram 56 afogamentos desde o início de junho.
Em Viena, Susanne buscou refúgio no Alte Donau, um dos braços do Danúbio, na esperança de escapar do calor em um dia em que as temperaturas deveriam chegar a 29°C.
"Estamos todos no mesmo barco. Tudo o que espero é que os responsáveis políticos entendam a situação e comecem a mudar o rumo na direção certa", disse ela.
Na Hungria, o primeiro-ministro, Péter Magyar, decretou o trabalho remoto no setor público na segunda e na terça-feira e pediu ao setor privado que seguisse a medida ou reduzisse o horário de trabalho em um dia em que as temperaturas atingiram 41,8°C em Aszód, no centro do país.
Além disso, o governo solicitou a reabertura de igrejas e instalações públicas com ar-condicionado, pediu à população que reduzisse o consumo de água e proibiu o enchimento de piscinas e a rega de jardins.
- Cortes de eletricidade na Ucrânia -
Para a Ucrânia, esta onda de calor chega em um momento em que a rede elétrica está gravemente danificada pelos bombardeios russos e as temperaturas previstas para esta semana, que podem chegar a 38°C, podem colocar o sistema à prova.
As autoridades já programaram cortes de energia para terça-feira em pelo menos cinco regiões do país, informaram as operadoras de energia.
Na Croácia, as autoridades alertaram para condições perigosas. Na Bósnia e na Albânia, as temperaturas devem chegar a 40°C.
No Kosovo, o serviço meteorológico anunciou que as temperaturas podem chegar a 38°C nesta segunda-feira e recomendou que as pessoas vulneráveis permaneçam em casa durante o dia.
Até o momento, nenhuma medida semelhante foi tomada nos Bálcãs, onde o ano letivo já terminou.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que, desde 21 de junho, mais de 1.300 mortes adicionais na Europa foram atribuídas à onda de calor.
O grupo de cientistas reunido no World Weather Attribution observou que esta onda de calor é a mais intensa já registrada na Europa e teria sido "virtualmente impossível" em junho sem as mudanças climáticas.
- Funerárias lotadas na França -
Oitenta e cinco por cento das vítimas tinham 65 anos ou mais, segundo as autoridades francesas. Os maiores aumentos foram registrados nas mortes em domicílio, especialmente em Paris e seus arredores.
No início de uma nova reunião de crise, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu defendeu o plano do governo para a onda de calor, afirmando que "se saiu bem", e anunciou que os primeiros aparelhos de ar-condicionado, dos 30 mil encomendados para hospitais, começariam a chegar até o final da semana.
Mas ele alertou que o número de pessoas que morreram em casa era "muito maior" do que em ondas de calor anteriores. "Quando os serviços de emergência chegam, infelizmente, as pessoas já morreram", lamentou.
Y.Baker--AT