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Irã bombardeia base na Jordânia e navios no Golfo após ataque contra petroleiros
A Guarda Revolucionária do Irã, o exército ideológico do país, anunciou um ataque nesta quarta-feira (9) contra uma base americana na Jordânia e quase 20 navios no Golfo, informou a imprensa estatal.
O bombardeio na Jordânia foi uma retaliação a ataques americanos que destruíram cinco petroleiros iranianos, segundo a Guarda Revolucionária.
"Foram atacadas as instalações de manutenção e reparo, áreas de preparação e locais dos caças F-35, F-16 e F-15, infligindo danos graves ao inimigo", afirmou a Guarda, citada pela agência estatal de notícias IRNA.
O Exército da Jordânia informou que interceptou 18 de 20 mísseis iranianos lançados contra o seu território, enquanto outros dois "caíram em áreas desabitadas".
Horas depois, a Guarda anunciou um ataque contra dois navios americanos, oito petroleiros e outros 10 navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, segundo a IRNA.
O exército ideológico da República Islâmica havia advertido "todos os petroleiros presentes nos portos do Kuwait e do Bahrein, que abrigam terroristas e são cúmplices de suas maldades (...). Advertimos que abandonem seus navios, porque serão atacados", acrescentou a agência oficial.
A troca de ataques marca um recrudescimento do conflito iniciado em fevereiro com bombardeios americanos e israelenses contra o Irã.
As duas partes alcançaram um acordo de cessar-fogo em abril, que não interrompeu a troca de agressões na região do Golfo.
As hostilidades provocaram uma forte alta do preço do petróleo. O preço do barril de Brent do Mar do Norte atingiu nesta quarta-feira a cotação de 100 dólares pela primeira vez desde o fim de julho.
O barril de Brent para entrega em novembro foi negociado brevemente a 100,19 dólares. Pouco depois, o preço recuou para 99,90 dólares. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega em outubro, era negociado a 94,62 dólares.
O Exército dos Estados Unidos anunciou na terça-feira que destruiu cinco petroleiros iranianos, após Teerã lançar mísseis balísticos contra um navio de guerra americano em duas ocasiões distintas.
"Antes do ataque, as forças americanas ordenaram que as tripulações abandonassem as embarcações", ressaltou o Comando Central dos Estados Unidos.
Quatro navios foram destruídos no Golfo de Omã, e um quinto, perto da ilha de Khark, informa o comunicado, divulgado juntamente com vídeos que mostram as embarcações em chamas.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, advertiu que os Estados Unidos vão continuar destruindo petroleiros iranianos em resposta a ataques do Irã. "Acho que hoje voltarão a ser testemunhas disso", indicou, durante uma visita à Colômbia.
- Submarino -
A Guarda Revolucionária anunciou na terça-feira que apreendeu um submarino americano não tripulado no Estreito de Ormuz: "As forças navais da Guarda Revolucionária capturaram um dos submarinos mais modernos, inteligentes e não tripulados do exército terrorista dos Estados Unidos na entrada do Estreito de Ormuz, em uma operação complexa, que envolveu inteligência e ação tática na madrugada de hoje."
"Esse submarino inteligente está equipado com a tecnologia subaquática mais avançada do mundo, e foi entregue à frota do exército terrorista americano em 2025", diz o comunicado, divulgado pela TV estatal. "Esse submarino foi capturado e suas imagens serão divulgadas nas próximas horas."
Segundo a imprensa iraniana, as principais capacidades do veículo subaquático não tripulado incluem "reconhecimento e vigilância subaquática, mapeamento do fundo do mar, detecção de minas e inspeção de cabos e oleodutos submarinos".
O Irã mantém um bloqueio ao Estreito de Ormuz desde o início da guerra, em fevereiro. Essa hidrovia normalmente transporta cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito. Já os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
O Irã afirma que planeja cobrar taxas dos navios que transitam pelo estreito para financiar serviços, incluindo proteção ambiental, uma medida à qual os Estados Unidos se opõem veementemente.
O governo americano impôs nesta terça-feira sanções a "todas as companhias aéreas iranianas" que ainda não estavam sujeitas a tais medidas, como parte do aumento da pressão econômica sobre o Irã em meio à guerra.
O Departamento do Tesouro informou que a medida visa a "36 alvos, por apoiarem o setor de aviação do Irã, que o regime utiliza para transportar armas, pessoal e carga ilícita". "Basicamente, estamos retirando do mercado todo o setor de aviação da economia iraniana", disse um funcionário do Tesouro.
Ch.P.Lewis--AT