Arizona Tribune - Presidente eleito da Colômbia acusa Petro de querer dar 'golpe de Estado'

Presidente eleito da Colômbia acusa Petro de querer dar 'golpe de Estado'

Presidente eleito da Colômbia acusa Petro de querer dar 'golpe de Estado'

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou nesta terça-feira (7) que o presidente em fim de mandato, Gustavo Petro, tenta dar um "golpe de Estado", e pediu às Forças Armadas que "protejam" a democracia e desobedeçam qualquer ordem nesse sentido.

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Os trâmites para a transferência do poder em 7 de agosto transcorrem em meio à tensão entre o presidente de esquerda e o líder da extrema direita que assumirá a Presidência, apoiado pelo presidente americano, Donald Trump.

Petro se nega a reconhecer o resultado do segundo turno, e De la Espriella, que venceu no mês passado por menos de 1% o candidato governista, Iván Cepeda, acusa o governo atual de corrupção.

"Petro e Cepeda iniciaram seu plano B para permanecer no poder a qualquer custo. E querem fazer isso por meio de um golpe de Estado", declarou De la Espriella, após suspender o processo de transição com o governo que deixa o poder, o primeiro de esquerda na história da Colômbia.

O presidente eleito, que definiu a transição como uma "auditoria exaustiva" da gestão de Petro, afirma ter identificado problemas no combate ao narcotráfico, concessão de contratos públicos sem licitação e deficiências no sistema de saúde. "O senhor foi eleito com ajuda estrangeira, proibida pela Constituição (...) e entregou a soberania nacional para ser presidente", respondeu Petro no X.

De la Espriella, que possui cidadanias colombiana e americana, declarou-se admirador de Trump e disse que votou nele em 2024. Ele afirma que Colômbia e Estados Unidos terão uma relação sem precedentes durante seu governo.

Já Petro e Trump, que estão em lados opostos ideologicamente, discordaram várias vezes em temas como política migratória e luta contra o narcotráfico.

- Alegação de fraude -

Petro não reconhece "a legitimidade" de De la Espriella, alega que houve "fraude eleitoral", e convocou protestos para 20 de julho, quando fará seu discurso de despedida da Presidência.

O ultradireitista De la Espriella promete estimular o investimento privado, reduzir o Estado e endurecer o combate a guerrilhas e cartéis do narcotráfico. O presidente eleito reflete o descontentamento de uma parte da população com as tentativas fracassadas de Petro de negociar a paz com grupos armados, em meio à pior onda de violência da última década.

O político de extrema direita ameaça levar Petro, Cepeda e seus aliados a tribunais americanos, e afirma que eles têm "medo" pela "revelação que virá, não apenas frente a toda a corrupção (...) mas também das consequências legais de seus vínculos com o narcoterrorismo", embora nao tenha apresentado provas. As alegações de fraude, acrescentou, são "uma desculpa para incendiar o país".

A direita teme uma explosão de protestos como os que Petro apoiou contra seu antecessor Iván Duque, que deixaram dezenas de mortos entre 2019 e 2021.

D.Johnson--AT