-
Ao menos 72 migrantes morreram ao tentar entrar em Ceuta
-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
Milhares marcham na Bolívia contra governo, que avalia decretar estado de exceção
Milhares de trabalhadores marcharam nesta quarta-feira (10) no centro da capital política da Bolívia para exigir a renúncia do presidente de centro-direita Rodrigo Paz, que avalia decretar estado de exceção para conter os protestos que começaram há cinco semanas.
"O que queremos? Renúncia!", gritavam os camponeses, operários, mineiros, professores e transportadores que avançavam pelas ruas de La Paz, sede do governo, em meio ao barulho de fogos de artifício.
Os manifestantes rejeitam as propostas de reformas de Paz, que pôs fim a 20 anos de governos socialistas liderados por Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025), e a falta de resultados para tirar o país da pior crise econômica em quatro décadas.
"Alguns querem vender e destruir o país. E, como verdadeiros bolivianos, não vamos permitir isso", disse à AFP Omar Hancco, mineiro de 44 anos de Oruro (sul), que viajou mais de 380 km para participar do protesto.
Vestidos com ponchos e alguns usando capacetes, os grevistas tentaram chegar à praça principal, onde fica o Palácio do Governo, mas foram facilmente dispersados por policiais de choque com gás lacrimogêneo.
Paz, há sete meses no poder, denunciou na segunda-feira que os protestos que pedem sua saída são impulsionados por "narcoterroristas" e promulgou uma lei que agora lhe permite declarar estado de exceção.
Com essa medida, seriam restringidas as liberdades de reunião e circulação, fundamentais para a realização de protestos, e as Forças Armadas poderiam apoiar a polícia na remoção de dezenas de bloqueios de estradas que sufocam as principais cidades do país.
Em La Paz e na vizinha El Alto, agrava-se a escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos. Os preços de carnes e hortaliças dobraram nos mercados, e alguns motoristas dormem dentro de seus veículos nas filas dos postos de combustíveis.
Segundo o governo, os prejuízos econômicos causados pelos bloqueios ultrapassam US$ 1,2 bilhão (R$ 6,2 bilhões).
Os principais sindicatos envolvidos nos protestos rejeitaram os apelos ao diálogo feitos pelo governo.
H.Romero--AT