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Colômbia anuncia que presidente da Venezuela cancelou visita ao país, sua primeira viagem internacional
A chancelaria da Colômbia informou à AFP nesta quinta-feira (12) que a primeira viagem internacional da presidente interina da Venezuela, à região de fronteira entre os dois países, foi cancelada, sem explicar o motivo.
Pressionados pelos Estados Unidos, o presidente colombiano, Gustavo Petro, e a colega Delcy Rodríguez conversariam amanhã sobre o crescimento do narcotráfico, a compra de gás venezuelano e outros temas de cooperação.
Funcionários começaram a desmontar o palco do encontro, em uma das pontes que ligam a cidade colombiana de Cúcuta ao estado venezuelano de Táchira.
Segundo a imprensa local, o cancelamento foi motivado por questões de segurança, mas não foi informado se relacionadas ao lado colombiano ou venezuelano. Vários grupos do narcotráfico atuam na região, como a guerrilha mais antiga das Américas, o Exército de Libertação Nacional (ELN).
Delcy Rodríguez foi convocada a reformar a indústria petroleira da Venezuela de forma favorável aos Estados Unidos, e busca se distanciar de aliados históricos, como China, Rússia e Irã.
O presidente Donald Trump também exige de Gustavo Petro mais dureza contra as máfias da cocaína. Embora os dois tenham aparado arestas no mês passado, durante um encontro na Casa Branca, a relação passou por insultos e ameaças.
Trump e Petro conversaram por telefone na tarde de hoje. "Trump desejou boa sorte ao presidente Petro em sua reunião com a colega da Venezuela", informou a Presidência colombiana.
"Tivemos hoje uma conversa telefônica cordial sobre vários temas", publicou Petro no X. Os dois discutiram "questões de energia, petróleo, segurança, cultivos ilícitos, erradicação e a luta conjunta contra o narcotráfico", segundo um comunicado da Presidência colombiana.
O presidente americano "pediu desculpas" por excluir a Colômbia de uma aliança criada pelos Estados Unidos com 17 países latino-americanos para combater o narcotráfico, destaca a nota.
Após a visita de Petro a Washington no mês passado, os dois governos prometeram combater juntos os principais cartéis de drogas e guerrilhas que atuam na Colômbia. Vários desses grupos armados operam na fronteira com a Venezuela, motivo pelo qual Colômbia e Estados Unidos concordaram em convidar a Venezuela a se juntar à ofensiva.
"A reativação das fronteiras é importante", destacou Petro no X, sobre a conversa com Trump.
A.O.Scott--AT