-
Costa-riquenha Grynspan lidera terceira votação informal para comandar a ONU
-
Quase 70% dos cubanos vivem em situação de pobreza, revela estudo
-
Governador da Califórnia assina decreto para criar 'interruptor de emergência' para a IA
-
Guerra divide iranianos nos EUA
-
Sem Tchouaméni e com Mbappé capitão, Zidane divulga sua 1ª lista de convocados da França
-
Reino Unido alega que Ilhas Malvinas têm o 'direito' de explorar petróleo
-
Associação busca reconhecimento de costa-riquenho de 119 anos como o homem mais longevo da história
-
ONU realiza terceira votação informal para escolher novo secretário-geral
-
'Não conseguíamos respirar', dizem sobreviventes após a morte de 37 garimpeiros na Nigéria
-
Jorge Jesus convoca Cristiano Ronaldo para jogos de Portugal na Liga das Nações
-
Paris expõe manuscrito emprestado pelo México sobre viagem mítica dos astecas
-
Raphinha revela que deseja renovar contrato e encerrar carreira no Barcelona
-
Xavi Hernández anuncia lista de convocados da seleção holandesa sem Memphis Depay
-
Associação busca reconhecimento de costa-riquenho como o homem mais longevo da história
-
França, o novo elo fraco da zona do euro
-
Homem morre após ser atacado por tubarão na Austrália
-
Pesquisadores dizem ter hackeado OpenAI usando IA Claude, da Anthropic
-
Líder social-democrata da Suécia tentará formar governo
-
Polícia espanhola transfere cerca de 1.700 migrantes para o porto de Ceuta
-
Unesco pode exercer papel "moderador" no debate sobre IA, afirma diretor
-
Líder social-democrata da Suécia diz estar disposta a formar governo
-
Kylian Mbappé troca Nike pela marca suíça On
-
No Oiapoque, o petróleo alimenta sonhos e temores
-
Rússia vota em legislativas sem suspense em plena guerra com a Ucrânia
-
Sobreviventes e familiares do ataque do Hamas de 2023 entram na campanha eleitoral israelense
-
Polícia espanhola inicia transferência de migrantes para o porto de Ceuta
-
Tóquio testa robôs coletores de lixo na estação de trem mais movimentada do mundo
-
San Sebastián começa com filme de Fatih Akin e homenagem a Werner Herzog
-
Rússia confisca ativos da Nestlé e de três grupos franceses
-
IA avança para criação autônoma de novas versões, alerta Anthropic
-
Unesco pode ser "moderador" no debate sobre IA, afirma diretor
-
Ucrânia, Irã, Gaza e IA no centro do debate na ONU
-
Polícia espanhola transfere migrantes para o porto de Ceuta
-
Político de extrema direita anuncia candidatura à presidência da França
-
Rússia tem eleições legislativas marcadas pela guerra na Ucrânia
-
Flamengo empata com Del Valle (1-1) e vai à semifinal da Libertadores
-
NY Times afirma que Microsoft e OpenAI sabiam que usar artigos jornalísticos era roubo
-
Marcelo Gallardo é apresentado como novo técnico da seleção do Equador
-
Juventus e Crystal Palace começam a Liga Europa com goleadas
-
Meta é criticada internamente por proteções 'insuficientes' contra deepfakes
-
Congressista republicana de origem cubana diz a Trump que latinos se sentem "traídos"
-
EUA volta a negar visto ao líder palestino Abbas para Assembleia da ONU
-
Com gol de Allan, Manchester City atropela Norwich na Copa da Liga Inglesa
-
Venezuela desbloqueia sites de notícias censurados há anos
-
Combates entre forças do governo e houthis deixam dezenas de mortos no Iêmen
-
Milei envia ao Congresso PL para endurecer sanções à exploração de recursos nas Malvinas
-
Rio habitado por crocodilos receberá remo e canoagem nos Jogos de Brisbane-2032
-
Federação inglesa pede divulgação de documentos sobre projeto fracassado de Infantino
-
Príncipe Harry aparece em público após retorno para o Reino Unido
-
EUA inclui empresas militares e do setor do níquel de Cuba à sua lista de sanções
Cúmplice de Epstein exige indulto de Trump para depor no Congresso
Ghislaine Maxwell, ex-companheira e cúmplice de Jeffrey Epstein, recusou-se nesta segunda-feira (9) a responder perguntas do comitê do Congresso dos Estados Unidos que investiga os vínculos do falecido criminoso sexual com figuras poderosas, mas disse estar disposta a fazê-lo se o presidente Donald Trump lhe concedesse um indulto.
A audiência a portas fechadas e por videoconferência com Maxwell, presa no Texas, ocorreu em meio à tempestade provocada pela recente publicação de uma grande quantidade de documentos do caso Epstein.
Nesta segunda-feira, o Departamento de Justiça abriu os arquivos não censurados de Epstein para revisão por membros do Congresso, depois que vários parlamentares expressaram preocupação com o fato de alguns nomes terem sido eliminados.
Uma lei de transparência, aprovada em novembro no Congresso e sancionada por Trump após pressões de seu próprio Partido Republicano, obrigou o Departamento de Justiça a divulgar todos os documentos em sua posse relacionados a Epstein, encontrado morto na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
Epstein, cuja morte foi considerada suicídio, havia sido condenado em 2008 por solicitar serviços de prostituição de uma menor. Seus extensos vínculos com políticos, celebridades e acadêmicos de todo o mundo, especialmente após sua libertação em 2009, tornaram-se politicamente explosivos em todo o planeta.
- 'Inocentes' -
Maxwell, de 64 anos, é a única pessoa condenada por um crime relacionado a Epstein. Ela foi considerada culpada em 2021 por tráfico sexual de menores para o financista e cumpre uma pena de 20 anos de prisão.
"Como era de se esperar, Ghislaine Maxwell invocou a Quinta Emenda e se recusou a responder a qualquer pergunta", disse a jornalistas o presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, James Comer, em referência ao direito de não se autoincriminar garantido pela Constituição dos Estados Unidos.
O advogado de Maxwell, David Markus, afirmou em um comunicado que sua cliente "está disposta a falar plena e honestamente se o presidente Trump lhe conceder o indulto".
Markus também disse que Trump e o ex-presidente democrata Bill Clinton, ambos amigos de Epstein no passado, são "inocentes de qualquer delito". "Apenas a senhora Maxwell pode explicar o porquê", afirmou.
O deputado democrata Suhas Subramanyam, que acompanhou o depoimento de Maxwell, avaliou que "tudo isso é uma estratégia para tentar conseguir um indulto do presidente Trump".
O Departamento de Justiça afirmou que não são esperados novos processos, mas vários líderes políticos e empresariais ficaram manchados pelo escândalo ou renunciaram depois que seus vínculos com Epstein vieram à tona nos arquivos.
- 'Violação flagrante' -
A lei de transparência exige a supressão dos nomes ou de outras informações identificáveis das vítimas de Epstein, que somavam mais de 1.000 segundo o FBI.
No entanto, determina que nenhum registro pode ser "retido, atrasado ou censurado com base em constrangimento, dano de reputação ou sensibilidade política, incluindo qualquer funcionário governamental, figura pública ou dignitário estrangeiro".
O representante democrata Ro Khanna, coautor da lei junto com o republicano Thomas Massie, questionou as censuras desses documentos.
"Há seis homens, alguns com foto, cujos nomes foram censurados, sem explicação do motivo", disse Khanna.
Os parlamentares não deram nomes, mas um deles ocupa um cargo "bastante alto em um governo estrangeiro", disse Massie.
Khanna também publicou outros exemplos em sua página no Facebook.
O nome do remetente de um e-mail de 17 de janeiro de 2013 dirigido a Epstein aparece suprimido nos arquivos divulgados. "Acaba de chegar uma nova brasileira, sexy e linda, = 9 anos", diz a mensagem.
Também está censurado o nome do remetente de um e-mail de 11 de março de 2014 enviado a Epstein, no qual se lê: "Obrigado por uma noite divertida". "Sua garota mais nova foi um pouco travessa".
Khanna afirmou que não revelar os nomes dos remetentes dos e-mails constitui uma "violação flagrante" da lei de transparência.
- Pressão política -
Bill Clinton e a esposa, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, devem depor no fim de fevereiro sobre seus laços com Epstein.
Trump foi, em determinado momento, amigo próximo de Epstein, mas não foi convocado a depor pelo comitê.
Nem os Clinton nem Trump foram acusados de qualquer ato ilícito relacionado a Epstein.
Maxwell foi transferida em 2025 para uma prisão de segurança mínima no Texas após se reunir duas vezes com o vice-procurador-geral Todd Blanche, ex-advogado pessoal de Trump.
Trump tentou impedir a publicação dos arquivos sobre Epstein, mas sancionou a lei de transparência sob pressão de seu próprio partido.
Essa medida extraordinária refletiu a intensa pressão política para enfrentar o que muitos americanos, inclusive os próprios apoiadores de Trump, veem como um encobrimento para proteger homens ricos e poderosos do círculo de Epstein.
W.Moreno--AT