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Israel enterra o último refém em Gaza
Israel sepultará, nesta quarta-feira (28), o policial Ran Gvili, o último refém cujos restos mortais ainda estavam na Faixa de Gaza, encerrando assim um capítulo doloroso de sua história.
A cerimônia, aberta ao público, será realizada em Meitar, sua cidade natal, na presença do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do presidente israelense, Yitzhak Herzog. O sepultamento, no entanto, será uma cerimônia privada.
O pequeno estádio de futebol desta cidade no sul de Israel, onde acontece o funeral, estava decorado com bandeiras israelenses e da polícia, além de uma faixa com a foto do falecido.
Sob um céu cinzento, centenas de pessoas, incluindo muitas crianças, compareceram ao local. Algumas usavam fitas amarelas, um símbolo da solidariedade aos reféns.
O corpo do policial, que morreu durante o ataque de comandos islamistas em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, foi repatriado na segunda-feira após uma busca iniciada no dia anterior pelo Exército israelense em um cemitério no norte da Faixa de Gaza.
O movimento islamista palestino Hamas declarou ter indicado às forças israelenses a localização do corpo de Gvili como um gesto de boa vontade e de seu "compromisso" com o cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro.
O caixão partiu na manhã desta quarta-feira da base militar de Shura, no centro de Israel, onde um grupo de policiais prestou suas homenagens ao falecido, que tinha 24 anos.
Dezenas de israelenses se alinharam ao longo da estrada durante o trajeto do cortejo fúnebre para prestar suas últimas homenagens ao policial falecido.
Em 7 de outubro de 2023, durante o ataque do Hamas que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, 251 pessoas foram feitas reféns, 44 das quais já estavam mortas.
Dos 207 reféns capturados vivos, 41 morreram em cativeiro.
- "Próxima fase" -
Gvili foi morto enquanto defendia o kibutz Alumim e seu corpo foi levado por combatentes do Hamas. Seus restos mortais eram os únicos que ainda não haviam sido devolvidos a Israel sob o acordo de cessar-fogo implementado sob pressão dos Estados Unidos.
"Finalmente podemos dizer: não há mais reféns em Gaza", reagiu o Fórum das Famílias de Reféns, que lutou por dois anos pela libertação dos cativos.
Agora, espera-se que o plano de Donald Trump para encerrar a guerra no território palestino avance, e que a passagem de fronteira de Rafah com o Egito, no sul da Faixa de Gaza, seja reaberta, algo que a comunidade internacional exige há muito tempo.
Essa passagem de fronteira é um ponto de entrada essencial para a ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
"Estamos no limiar da próxima fase" do plano dos EUA, afirmou Benjamin Netanyahu. Mas "a próxima fase não é a reconstrução" de Gaza, mas sim o "desarmamento do Hamas e a desmilitarização" da Faixa, esclareceu ele.
No estreito território palestino, onde o Hamas e o Exército israelense se acusam mutuamente de violar o cessar-fogo, a situação humanitária para os 2,2 milhões de habitantes permanece catastrófica.
A segunda fase do plano de Trump prevê o desarmamento do Hamas, a retirada gradual do Exército israelense, que ainda controla aproximadamente metade da Faixa de Gaza, e o envio de uma força internacional.
G.P.Martin--AT