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Autoridades de transição anunciam eleições gerais para 2026 no Haiti
As autoridades de transição do Haiti anunciaram nesta terça-feira (2) eleições legislativas e presidenciais para 2026, em meio a uma crise política profunda e à violência dos grupos criminosos, que controlam 90% da capital, segundo a ONU.
O Haiti não realiza eleições há nove anos e está sem presidente desde o assassinato de Jovenel Moïse, em julho de 2021. O país mais pobre das Américas é dirigido atualmente por autoridades de transição, que enfrentam dificuldades para chegar a acordos sobre vários temas, entre eles o calendário eleitoral.
Após a aprovação de um decreto sobre a realização de eleições, que ocorreu ontem, "podemos, agora, iniciar o calendário eleitoral", disse à AFP Jacques Desrosiers, presidente do Conselho Eleitoral Provisório, uma entidade institucionalmente independente do Poder Executivo. "O restabelecimento da segurança é um pré-requisito para a realização do primeiro turno em 30 de agosto de 2026", ressaltou.
A violência dos grupos criminosos agravou-se no começo de 2024, quando eles forçaram o então primeiro-ministro, Ariel Henry, a renunciar. O presidente do Conselho Presidencial de Transição, Laurent Saint-Cyr, elogiou ontem no X a aprovação do decreto, que, "finalmente, dá ao povo haitiano a possibilidade de eleger livremente e com plena responsabilidade aqueles que devem dirigi-lo", enfatizou.
"Ao darmos esse passo decisivo enquanto seguimos plenamente mobilizados para restabelecer a segurança, reafirmamos nosso compromisso de devolver o Haiti ao caminho da legitimidade democrática e estabilidade", acrescentou Saint-Cyr.
Para ajudar a sobrecarregada polícia haitiana, o Conselho de Segurança da ONU aprovou em 2023 a criação de uma missão multinacional. Mal equipada e mal financiada, seus resultados são mais do que medíocres. No fim de setembro, o Conselho aprovou a sua transformação em uma força de combate aos grupos criminosos mais robusta.
O.Ortiz--AT