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Líder do Hezbollah promete continuar a luta contra Israel
O líder do movimento islamista libanês Hezbollah prometeu, neste domingo (23), continuar a luta contra Israel, durante o funeral, em Beirute, de seu antecessor Hassan Nasrallah, morto em um bombardeio israelense.
Milhares de participantes vestidos de preto se reuniram no grande estádio da Cidade Esportiva, na periferia sul da capital libanesa, e renovaram sua lealdade ao movimento pró-iraniano, enfraquecido pela recente guerra com o Exército israelense.
Um caminhão que transportava os caixões de Nasrallah e de seu sucessor, Hashem Safieddine, mortos sucessivamente em ataques israelenses, deu a volta ao estádio.
"Nasrallah, permanecemos fiéis à promessa", repetiam os participantes, com o punho erguido, lançando flores aos caixões e agitando as bandeiras amarelas do Hezbollah.
Nasrallah "segue vivo em nós", declarou Naim Qasem em um discurso transmitido ao vivo pela televisão e por telões gigantes.
"Seguiremos neste caminho", acrescentou, enquanto aviões israelenses sobrevoavam Beirute a uma baixa altitude e realizavam ataques no sul e no leste do país.
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, declarou que tais sobrevoos constituíam uma "mensagem clara" para "qualquer um que ameace destruir Israel".
"A resistência" contra Israel "não terminou", insistiu Qasem, que advertiu que seu partido não aceitará que os Estados Unidos "controlem o Líbano", onde um novo presidente e governo contam com o apoio de Washington.
As arquibancadas e o gramado da Cidade Esportiva, que tem capacidade para 78.000 pessoas, estavam lotados, segundo jornalistas da AFP no local.
Nas ruas adjacentes, onde havia 35.000 assentos reservados para homens e 25.000 para mulheres, os apoiadores do Hezbollah também se aglomeravam em frente aos telões gigantes.
- "Heróis" da resistência -
Nasrallah, que comandou o Hezbollah por 32 anos, morreu no dia 27 de setembro em um bombardeio israelense na periferia sul da capital libanesa, região que é um reduto da milícia xiita.
Seu primo Hashem Safieddine teve o mesmo fim em outubro, após ter sido designado para sucedê-lo.
O Hezbollah aguardou a retirada quase completa do Exército israelense do sul do Líbano, no dia 18 de fevereiro, para organizar sua primeira mobilização popular desde o fim da guerra.
A força aérea israelense realizou neste domingo vários bombardeios no sul e leste do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor desde o dia 27 de novembro. Israel afirmou que havia atacado lançadores de foguetes que representavam uma "ameaça iminente".
Durante o funeral, mulheres seguravam retratos de combatentes mortos na guerra que dizimou a cúpula do Hezbollah.
Um Mahdi, de 55 anos, afirmou que se deslocou desde o vale de Bekaa, no leste, "para vê-lo [Nasrallah] uma última vez e ver seu mausoléu".
Entre as delegações estrangeiras, o Irã estava representado pelo presidente do Parlamento, Mohamed-Bagher Ghalibaf, e pelo ministro de Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
Representantes de facções iraquianas pró-iranianas e outros aliados do Hezbollah e do Irã contra Israel também estavam presentes.
O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, publicou uma mensagem prometendo continuar "a resistência" a Israel.
O presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, representou o chefe de Estado libanês, Joseph Aoun.
- "Uma força maior" -
Após a cerimônia, os participantes se dirigiram ao mausoléu dedicado a Nasrallah, perto do aeroporto, ao sul de Beirute.
O corpo do líder histórico do Hezbollah havia sido enterrado em um local secreto, enquanto se aguardava o fim da guerra.
"Acho que é importante para o grupo demonstrar que ainda é uma força sólida e política importante, apesar dos reveses sofridos nos últimos meses", explicou à AFP o analista Sam Heller, da Century Foundation.
As autoridades libanesas mobilizaram 4.000 soldados e membros das forças de segurança, segundo uma fonte dos serviços de segurança, enquanto o Hezbollah mobilizou 25.000 de seus homens no estádio, segundo a emissora vinculada ao movimento islamista, Al Manar.
O tráfego aéreo foi suspenso no aeroporto durante quatro horas.
Hassan Nasrallah, que tinha 64 anos quando morreu, ganhou notoriedade regional após a retirada israelense do Líbano em 2000 e durante a guerra contra Israel em 2006. Sua popularidade, no entanto, diminuiu quando o grupo entrou na guerra na Síria ao lado do ex-presidente Bashar al Assad.
F.Wilson--AT