-
Irã intensifica repressão com prisões e execuções durante a guerra
-
'Detox digital' avança entre jovens nos EUA
-
Starmer descarta se demitir por nomear embaixador ligado a Epstein
-
Supremo Tribunal da Espanha confirma absolvição de Neymar
-
Irã anuncia apreensão de navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz
-
Censo demográfico na Índia, um desafio do tamanho do país
-
Ucrânia retoma transporte de petróleo russo para a Europa
-
Papa visitará prisão na última etapa de sua viagem pela África
-
Nasa revela novo telescópio espacial Roman, que criará um 'atlas do universo'
-
TPI rejeita recurso no caso do ex-presidente filipino Duterte
-
Anthropic investiga acesso não autorizado ao seu modelo de IA Mythos
-
Trump estende trégua e afirma que o Irã está em 'colapso financeiro'
-
Índia estabelece 'sino da água' nas escolas para combater a onda de calor
-
Toluca denuncia racismo contra o brasileiro Helinho
-
Petro encerra negociações de paz com uma das maiores guerrilhas da Colômbia
-
Virgínia aprova novo mapa eleitoral antes das 'midterms' nos EUA
-
Trump estende trégua indefinidamente, diante de um Irã desafiador
-
Bachelet espera que o mundo esteja 'preparado' para uma mulher na chefia da ONU
-
Chefe de órgão eleitoral do Peru renuncia após irregularidades no pleito
-
Kevin Warsh, de linha-dura contra a inflação a aliado de Trump
-
Homem é executado na Flórida após passar 35 anos no corredor da morte
-
Com gols de Vini e Mbappé, Real Madrid vence Alavés (2-1) e fica a 6 pontos do líder Barça
-
Atirador de pirâmide no México foi influenciado por massacre de Columbine e sacrifícios pré-hispânicos
-
Inter vence Como de virada (3-2) e avança à final da Copa da Itália
-
Lens vence Toulouse (4-1) e vai à final da Copa da França
-
Ataque armado em pirâmide no México foi planejado, dizem autoridades
-
Chelsea perde para o Brighton (3-0) no Inglês, sua 5ª derrota consecutiva sem marcar gol
-
Leicester, campeão da Premier League em 2016, é rebaixado para a 3ª divisão inglesa
-
Filha de Maradona critica duramente 'manipulação' da família por equipe médica de seu pai
-
Advogados em Miami consideram Messi "cúmplice" da AFA em processo multimilionário
-
Na Guiné Equatorial, papa faz apelo ao 'direito' e à 'justiça'
-
Começam os argumentos no novo julgamento de Weinstein por estupro em Nova York
-
Procuradoria da Flórida abre investigação contra ChatGPT por ataque a tiros mortal
-
UE não chega a acordo sobre novas sanções contra Israel
-
Material girl: Madonna oferece recompensa por figurino desaparecido após Coachella
-
Centenas de turistas retornam ao Morro Dois Irmãos após susto causado por operação policial
-
Virgínia vota referendo crucial antes das eleições de meio de mandato nos EUA
-
Fifa inicia nova fase de venda de ingressos para Copa de 2026
-
Ataque armado em pirâmide de Teotihuacán, no México, foi planejado, dizem autoridades
-
Lula defende multilateralismo e aposta em relações comerciais sem 'preferência'
-
Indicado de Trump ao Fed promete preservar independência do banco central
-
Lula avalia responder com 'reciprocidade' à expulsão pelos EUA de delegado da PF
-
Trump acusa Irã de violar o cessar-fogo um dia antes do fim da trégua
-
Entre cafés e passeios, habitantes de Teerã aproveitam a trégua
-
"Nunca joguei muito bem em Madri", admite Jannik Sinner
-
Curaçao quer "surpreender o mundo" na Copa de 2026, diz seu técnico
-
Flick diz que Barça precisa de "líderes" para voltar a conquistar a Champions League
-
Guardiola ameniza temores sobre lesão de Rodri
-
Fãs do Rei do Pop lotam Hollywood para estreia de 'Michael'
-
Rafa Márquez será o técnico da seleção mexicana após a Copa de 2026
Cansaço dos eleitores pressiona líderes latino-americanos
Os governos latino-americanos estão aprendendo a não se acomodar demais, diante de eleitores insatisfeitos que já tiraram do poder vários titulares de cargos públicos em toda a região, muitas vezes a favor de "outsiders" ou políticos sem experiência. Alguns casos não correram bem.
Analistas afirmam que a eleição do impetuoso libertário argentino Javier Milei demonstra que uma tendência contrária aos governantes tradicionais está se tornando constante.
"Não há uma onda da esquerda nem uma onda da direita. Não há uma tendência ideológica clara, o que há são simplesmente partidos de governo derrotados", considerou Ignacio Labaqui, professor de política latino-americana na Universidade Católica Argentina.
Do Chile ao Peru, Colômbia e Equador, os eleitores optaram simplesmente por substituir o governante da vez por um novo. No Brasil, por exemplo, os eleitores se inclinaram em 2019 para Jair Bolsonaro e logo voltaram para o veterano de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023.
Desde 2018, o único governo que se mantém no poder em eleições livres e justas é o do Paraguai, destacou Labaqui.
- "Cansados de tudo" -
Gerardo Munck, professor argentino de Relações Internacionais na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, disse à AFP que 80% das eleições foram vencidas por partidos de oposição na última década.
"Basicamente, os eleitores estão cansados de tudo", disse, apontando para a Argentina, onde Milei chegou ao poder em meio a uma onda de indignação por décadas de crise econômica sob o peronismo.
Milei é também um de vários exemplos de presidentes eleitos não exatamente por adoração, mas por rejeição ao adversário. Muitos argentinos o descrevem como "o menos pior".
Para os analistas, a descrença nos poderosos partidos tradicionais tem permitido o florescimento de "outsiders", ou seja, candidatos cuja vitória é considerada surpreendente, como Milei.
Ex-comentarista de televisão, este economista assumirá a Presidência argentina no próximo mês com pouca experiência política e apenas 38 das 257 cadeiras no Congresso, o que deixa uma nuvem de incerteza sobre o que será capaz de fazer.
No Peru, o professor rural Pedro Castillo também chegou à Presidência com pouca experiência e minoria no Congresso e o caos não tardou a chegar. O país teve quatro governos em seis meses e enfrentou vários processos de destituição. Castillo foi destituído e preso em dezembro de 2022, após 18 meses no poder e de tentar dissolver o Congresso e governar por decreto.
O chileno Gabriel Boric, eleito em 2021, e o colombiano Gustavo Petro, em 2022, viram sua popularidade cair enquanto se esforçavam para aplicar as reformas prometidas.
Boric, de 37 anos, perdeu o controle de uma reforma constituinte fundamental no Chile e tem lutado contra o aumento da criminalidade e da inflação. O plano de "paz total" de Petro enfrenta dificuldades e a Colômbia vive um aumento da violência por parte dos grupos armados.
O professor Munck afirmou que muitos dos líderes recentemente eleitos na América Latina são "amadores". "Nunca dirigiram nada. (Milei) fala sobre teorias econômicas, mas dirigir um governo é totalmente diferente".
Para o especialista, há uma mensagem aos governos latino-americanos: "É fácil vencer as eleições, o difícil é governar".
R.Lee--AT