-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam nove mortos em Kiev
-
Espanha reforça fronteira com Marrocos e destaca situação 'quase' normal
-
Humala é solto após anulação de sentença no Peru
-
Fifa retira plano de investimento privado após reação mundial negativa
-
Incêndio é controlado na Catedral de São Basílio, em Moscou
-
Presidente da Costa Rica acusa magistrados da Suprema Corte de serem "golpistas"
'A situação sabe que vamos vencer', diz candidato opositor no Paraguai
O advogado Efraín Alegre, de 60 anos, líder do Partido Liberal, disputa a Presidência do Paraguai pela terceira vez com uma ampla coalizão de centro esquerda, e se sente em melhores condições para desafiar a longa hegemonia dos colorados.
Às vésperas das eleições presidenciais e legislativas que serão realizadas no domingo (30), o instituto de pesquisas Atlas antecipa um empate técnico entre Alegre (34,3%) e o economista Santiago Peña (32,8%), candidato do governista Partido Colorado, hoje rachado com alguns de seus líderes mais importantes sancionados pelos Estados Unidos por corrupção.
Entre os sancionados está o ex-presidente Horacio Cartes (2013-18), presidente do Partido Colorado e padrinho político de Peña, de 44 anos.
Frente a denúncias sobre a presença de supostos 'hackers' que tentariam favorecer Alegre na votação eletrônica, o candidato opositor assegurou, em entrevista à AFP, que os colorados "praticamente estão confessando que se sentem perdedores".
- Teme que haja conflito pós-eleitoral?
Pode haver. Estamos preparados para todos os cenários. Eles estão bloqueando o trabalho da Justiça Eleitoral. Estão dificultando a entrega dos materiais. Não vamos permitir que as eleições sejam suspensas, serão realizadas.
Vamos controlar 100% das mesas, não vai haver fraude. Eles sabem que vamos vencer, por isso estão nervosos.
- Qual a diferença entre esta eleição e a que perdeu por três pontos em 2018?
Hoje estamos em condições de proteger e controlar todo o sistema eleitoral, todas as mesas. Estamos em condições de celebrar eleições que garantam o respeito à vontade popular.
Nestas eleições alcançamos um nível de concertação sem precedentes na nossa história política: 40 organizações políticas, 150 organizações sociais estão na Concertação.
Temos também um cenário de um modelo que colapsou, que mostra sua pior face e é o modelo de Horacio Cartes com seu secretário, Santiago Peña, o modelo que é apontado como significativamente corrupto, vinculado ao crime organizado transnacional, à lavagem de dinheiro.
- A favor dos negócios -
Os colorados dominam a política do Paraguai desde a década de 1950, tanto na ditadura quanto na democracia, exceto entre 2008 e 2012, quando, com uma aliança de partidos similar à que agora apoia Alegre, o esquerdista Fernando Lugo governou antes de ser destituído pelo Congresso um ano antes do fim do seu mandato.
Sob esta hegemonia, o Paraguai estabeleceu relações diplomáticas com Taiwan, um vínculo que Alegre questiona.
- Tem havido um certo ruído sobre sua posição frente às relações com Taiwan e China. Qual privilegiará se for eleito?
Sei que é um tema muito sensível, mas é bom dizer com clareza que nós acreditamos que em política externa o Paraguai tem que tomar seu próprio partido. Queremos que nossa política externa signifique a possibilidade de fazer negócios.
As relações com Taiwan significam a perda de um dos maiores mercados, que é a China. O Paraguai faz um esforço muito importante, uma renúncia muito grande para ter relações com Taiwan, mas não estamos vendo o mesmo esforço de parte de Taiwan.
Somos críticos. Vamos analisar. Acreditamos que os interesses nacionais são fundamentais.
- Qual é a sua postura frente ao Mercosul e à dicotomia entre dar liberdade para que se possa alcançar acordos individualmente ou manter a regra do consenso?
É preciso fortalecer a integração. O processo talvez tenha sido um pouco lento, talvez seja preciso dar tempo ao tempo, mas não acho que este seja o momento em que se tenha que negociar isoladamente de forma que possa significar um perigo para o Mercosul. Não acho que o Uruguai o faça tampouco. Acho que a integração do Mercosul será preservada e temos que avançar nos acordos com a União Europeia.
H.Thompson--AT