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Moraes exige explicações a defesa de Bolsonaro sobre arma em prisão domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu, nesta terça-feira (16), que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), que está em prisão domiciliar, explique em 24 horas porque seu cliente possuía uma arma de fogo, retida durante uma revista policial.
Bolsonaro (PL) cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado em 2022 e desde março cumpre pena em casa, em Brasília, por um período de três meses para se recuperar de uma pneumonia.
Moraes deu um dia de prazo para que seus advogados expliquem "a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa" e "às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido a titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento", segundo uma decisão judicial emitida pelo STF.
O texto detalha que a arma, uma pistola Glock calibre nove milímetros com carregador, registrada em nome de Bolsonaro, foi retida na segunda-feira durante uma revista veicular de rotina em Brasília, em poder de um homem que se apresentou como membro da equipe oficial de segurança do ex-presidente.
Inicialmente, o homem disse à polícia que a arma estava registrada em seu nome como servidor público, quando na verdade pertencia a Bolsonaro.
Segundo a decisão de Moraes, o homem afirmou que "o armamento lhe foi entregue em razão da constatação de uma pane" e que o tinha retirado nesse dia "com a finalidade de realizar o reparo" e devolvê-lo no dia seguinte.
O ministro do STF ordenou verificar "se está sendo cumprida integralmente a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência" do ex-presidente.
Em 2025, o STF condenou Bolsonaro por tentar se manter no poder após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-presidente escolheu seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu candidato às eleições presidenciais de outubro, nas quais enfrentará Lula.
R.Lee--AT