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Djokovic chega à 100ª vitória no Aberto da Austrália; Swiatek sofre para avançar
Dez vezes campeão do Aberto da Austrália, o veterano sérvio Novak Djokovic se classificou com autoridade para a segunda rodada ao alcançar a marca de 100 vitórias no torneio nesta segunda-feira (19), dia que também marcou a estreia da polonesa Iga Swiatek, número 2 do ranking da WTA, que sofreu mais do que o esperado para avançar.
- "Gosto dessa música" -
"É realmente a minha quadra favorita", disse Djokovic, atual número 4 do mundo, na Rod Laver Arena após derrotar sem sustos o espanhol Pedro Martinez (N.71) por 3 sets a 0, com parciais de 6-3, 6-2 e 6-2.
O sérvio de 38 anos quer voltar a levantar o troféu em Melbourne para se isolar como o maior vencedor de Grand Slams entre homens e mulheres. Atualmente ele divide a marca com a lendária australiana Margaret Court, com 24 títulos.
Antes desta 100ª vitória na Austrália, ele já havia alcançado 102 vitórias em Wimbledon (com sete títulos) e 101 em Roland Garros (com três).
"O que dizer? Gosto dessa música", resumiu 'Nole' sobre seus números estratosféricos.
Quanto ao desempenho em quadra, em seu primeiro jogo no ano, Djokovic considera que "deu o recado" tanto para si mesmo como para os adversários.
- Medvedev mantém ritmo de vitórias -
Em reconstrução nos últimos meses, o russo Daniil Medvedev (N.12), ex-número 1 do mundo, se postula cada vez mais como candidato ao título: continua invicto em 2026 ao vencer nesta segunda-feira o holandês Jesper De Jong (N.73) por 7-5, 6-2 e 7-6 (7/2), mantendo o ritmo após o título do ATP 250 de Brisbane.
"O ano passado não foi minha melhor temporada, mas agora estou jogando cada vez melhor", resumiu Medvedev.
O russo de 29 anos disputou em Melbourne as finais de 2021, 2022 e 2024, todas perdidas, mas foi eliminado na segunda rodada em 2025.
Quem também avançou, para delírio do público, foi o suíço Stan Wawrinka (N.139), de 40 anos, que bateu o sérvio Laslo Djere (N.92) com parciais de 5-7, 6-3, 6-4 e 7-6 (7/4).
"É incrível. A única razão para voltar [ano após ano] é este carinho que recebo", disse Wawrinka, campeão na Austrália em 2014 e que este ano participa pela última vez do torneio.
O suíço, dono de três títulos de Grand Slam (campeão de Roland Garros em 2015 e do US Open em 2016), já anunciou que vai se aposentar no final da temporada 2026.
- "Estava enferrujada" -
Na chave feminina, Iga Swiatek teve que suar a camisa para bater a chinesa Yuan Yue (N.130), que veio do qualifying, por 2 sets a 0, com parciais de 7-6 (7/5) e 6-3, em duas horas de partida.
"Estava um pouco enferrujada e comecei mal, mas sabia que podia jogar melhor. Foi isso o que aconteceu a partir da metade do primeiro set", comentou a polonesa de 24 anos.
"Soube aproveitar minhas oportunidades e estou feliz por isso", ressaltou Swiatek, seis vezes campeã de Grand Slams, mas que nunca passou da semifinal na Austrália.
Por sua vez, a americana Coco Gauff (N.3) se classificou com tranquilidade ao derrotar a uzbeque Kamilla Rakhimova (N.93) em dois sets (6-2 e 6-3).
"Tentei não me pressionar demais", disse Gauff sobre sua mentalidade. "Quero ganhar este torneio. Só ficarei satisfeita se vencer, mas estou orgulhosa de mim mesma independentemente do que acontecer".
- Auger-Aliassime abandona por lesão -
Considerado um candidato a surpreender após terminar 2025 em alta, o canadense Felix Auger-Aliassime (N.8) se despediu do torneio ao abandonar a partida contra o português Nuno Borges (N.46) devido a uma lesão na coxa esquerda.
Auger-Aliassime, que em outubro voltou ao Top 10 da ATP depois de mais de dois anos, perdia por 3-6, 6-4 e 6-4 quando desistiu da partida por conta das dores.
"Comecei a sentir cãibras no início do terceiro set e ficou muito difícil ser competitivo. Eu tentei, mas não foi possível", explicou o canadense de 25 anos.
Antes da estreia do atual bicampeão do torneio, o italiano Jannik Sinner (N.2), que na terça-feira enfrentará o francês Hugo Gaston (N.93), todos os principais favoritos avançaram à segunda rodada, depois das vitórias do espanhol Carlos Alcaraz (N.1) e do alemão Alexander Zverev (N.3), finalista no ano passado.
W.Nelson--AT