-
EUA volta a contar com Pulisic e tenta, contra Turquia, mais uma vitória antes dos 16-avos
-
África do Sul vence Coreia do Sul (1-0) e vai aos 16-avos da Copa em segundo no Grupo A
-
México elimina República Tcheca (3-0) e avança aos 16-avos da Copa com campanha 100%
-
Preço do Brent cai abaixo do nível anterior à guerra no Oriente Médio
-
'Muito nervoso, mas feliz', diz Neymar após estreia na Copa do Mundo
-
Proibição de adolescentes em redes sociais na Austrália teve pouco impacto (estudo)
-
Juízas do TPI processam Trump por 'sanções draconianas'
-
'Seguir melhorando', diz Vini Jr. após vitória do Brasil
-
Bósnia elimina Catar e se garante nos 16-avos da Copa do Mundo
-
Jaques Wagner deixará liderança do governo no Senado por suspeita de corrupção
-
'Agora chega o bonito', diz Ancelotti após vitória do Brasil sobre a Escócia
-
Marrocos vence Haiti (4-2) e passa em segundo no grupo do Brasil na Copa
-
Brasil vence Escócia (3-0) e vai aos 16-avos como 1º do Grupo C da Copa
-
Terremotos na Venezuela destroem prédios e causam pânico em Caracas
-
Trump pede ao Congresso mais recursos para guerra no Irã
-
Ainda confiante na classificação, Equador encara líder Alemanha
-
Forte sismo de magnitude 7,1 sacode a Venezuela
-
Novo tipo de vacina permite imunizar contra famílias de vírus (pesquisadores)
-
Rubio promete defender interesses dos países do Golfo em negociações com Irã
-
Entre a nostalgia e o desinteresse, Itália vive mais uma Copa sem a 'Azzurra'
-
Tenistas vão intensificar protesto por premiação em Wimbledon
-
'Eles vêm com tudo', diz Laporte sobre duelo da Espanha contra o Uruguai
-
Onda de calor sufoca Europa e testa redes elétricas
-
Candidatos do prefeito de Nova York vencem primárias democratas
-
Bósnia garante terceiro lugar do Grupo B na Copa do Mundo e elimina o Catar
-
Suíça vence Canadá (2-1) e avança como líder do Grupo B da Copa
-
Cacique Raoni se recupera após cirurgia no intestino
-
Pai, mãe e Flávio Bolsonaro desejam sorte a Neymar em sua estreia na Copa
-
Keiko Fujimori agradece apoio de eleitores e admite divisão no Peru
-
Adversário reconhece De la Espriella como presidente eleito da Colômbia
-
Novo formato ressuscita fantasma da manipulação de resultados na Copa
-
Juan Manuel Cerúndolo avança para as quartas de final em Eastbourne
-
Surto de hantavírus deve ser encerrado oficialmente em 2 de julho (OMS)
-
França detecta primeiro caso de ebola fora da África durante surto atual
-
Sem Almirón, Paraguai enfrenta Austrália por sobrevivência na Copa
-
Trump se recusa a promulgar lei de habitação até Congresso aprovar reforma eleitoral
-
Democrata acusa Trump de bloquear ponte entre EUA e Canadá para ajudar doador
-
França detecta caso de ebola em médico que chegou da RDC
-
Andreeva e Swiatek são eliminadas na estreia em Bad Homburg
-
Rubio promete defender interesses dos países do Golfo nas negociações com Irã
-
A briga acirrada pela Chuteira de Ouro da Copa do Mundo 2026
-
Descoberta aproxima cientistas da misteriosa fronteira dos buracos negros
-
Alemanha, a difícil adversária do Equador na Copa do Mundo
-
Ativistas de flotilha para Gaza denunciam suposto abuso 'cruel' e 'sádico'
-
Messi completa 39 anos no topo do mundo
-
Candidato de esquerda da Colômbia reconhece De la Espriella como presidente eleito
-
FIFPro comemora sentença à Lazio por rescindir contrato de jogadora grávida
-
Irã apresenta acordo para acabar com a guerra como 'declaração de derrota dos EUA'
-
Grand Theft Auto, em números
-
COI escolherá sede dos Jogos Olímpicos de 2036 com novo procedimento
Mushuc Runa, o clube indígena que quebrou estigmas para brilhar na Copa Sul-Americana
Ele nasceu em um terreno baldio no Equador, onde jogar futebol era considerado um passatempo "de cachorros". Após quebrar o estigma, o clube indígena Mushuc Runa brilha na Copa Sul-Americana de 2025.
Seu nome significa 'Homem Novo' na língua quíchua, falada nas comunidades Chibuleo e Pilahuin, no planalto equatoriano, onde foi fundado por um indígena em 2003.
Ponchito, como é conhecido, é o único time com 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas do torneio sul-americano e está a um passo de garantir sua primeira classificação para as oitavas de final da competição.
A equipe pode alcançar tal feito na quarta-feira (7), quando recebe o Cruzeiro, time que derrotou surpreendentemente por 2 a 1 em Belo Horizonte no jogo de ida pelo Grupo E.
"A primeira coisa que fazemos com o Mushuc Runa é representar o povo indígena que está fazendo história", disse à AFP a vice-presidente Karina Chango, considerada a primeira mulher indígena a dirigir um clube de futebol.
- "Fenômeno" regional -
Sob chuva e frio intenso, o veterano treinador paraguaio Ever Hugo Almeida comanda um treino a 3.250 metros de altitude na comunidade de Echaleche, na província de Tungurahua (centro andino).
Não há indígenas no elenco titular, embora alguns já estejam treinando em divisões inferiores. No Equador, apenas 8% dos 18 milhões de habitantes se identificam com um povo originário.
"O Mushuc Runa é um fenômeno (...) Não há nem mesmo uma contagem semelhante em nível regional", diz o analista esportivo Patricio Granja, que atribui o sucesso do clube à continuidade do técnico Almeida, à incorporação de reforços estrangeiros e aos investimentos para aumentar o teto salarial.
Mas o Ponchito está longe do poderio de muitos de seus rivais, incluindo o Cruzeiro, vice-campeão da Sul-Americana de 2024 e bicampeão da Copa Libertadores (1976, 1997), e com um elenco atual avaliado em quase 100 milhões de dólares (567 milhões de reais, na cotação atual).
O conjunto de jogadores do Mushuc Runa é o "mais caro" de sua história e está avaliado entre "2,5 e 3 milhões de dólares" (entre 14 e 17 milhões de reais), de acordo com Chango.
- Poncho como símbolo -
O impacto da equipe, que estreou na primeira divisão em 2014, no entanto, tem pouco a ver com números.
Ponchito não é apenas o apelido, é também a roupa com a qual os jogadores entram em campo e que se tornou uma marca registrada do clube e de seus torcedores, que a usam nas arquibancadas.
O manto protege os jogadores das baixas temperaturas que acompanham os treinos conduzidos por Almeida, um técnico experiente de 76 anos, com títulos no futebol guatemalteco, paraguaio e equatoriano.
O ex-goleiro comanda a equipe no estádio Echaleche, que foi construído de forma comunitária, uma prática enraizada no Equador, onde a influência indígenas também é evidentes no vestuário, na gastronomia e no idioma.
No entanto, as autoridades locais proibiram a disputa de jogos oficiais neste local porque o estádio não atende aos padrões técnicos, de modo que o clube joga na cidade vizinha de Riobamba (2.750 metros acima do nível do mar).
Apesar da proibição, Echaleche é o orgulho dos torcedores, que anseiam pelos domingos de futebol.
Daniel Curillo assiste com entusiasmo a um treino. A primeira vez que ele pisou em um estádio foi depois de se casar, aos 19 anos de idade. O futebol era proibido para os jovens quíchuas dessa região.
Agora com 39 anos, exibe com orgulho uma coleção de camisas de seu time.
Para o capitão da equipe, Dennis Quintero, "é uma grande responsabilidade" liderar uma equipe que nasceu em uma comunidade indígena que rejeitava o futebol.
Os resultados internacionais devem "ser uma motivação para que eles saibam que podem alcançar coisas importantes", ressalta o zagueiro.
"Saber que sua cultura pode ser vista de outra maneira, não apenas como trabalhadores, mas como profissionais do futebol", completou.
D.Lopez--AT