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Justiça espanhola abre investigação contra Rubiales por beijo em Jenni Hermoso
A Audiência Nacional da Espanha, principal instância penal do país, abriu nesta segunda-feira (11) uma investigação contra Luis Rubiales, que renunciou à presidência da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), por ter beijado a jogadora Jenni Hermoso após a final da Copa do Mundo feminina.
O juiz Francisco de Jorge acatou a denúncia do Ministério Público espanhol pelos "supostos crimes de agressão sexual e de coação", informou o tribunal.
De Jorge pediu aos meios de comunicação que forneçam imagens de diferentes ângulos do beijo de Rubiales em Hermoso, assim como da comemoração das jogadoras no vestiário e no ônibus da delegação da seleção espanhola após a vitória no Mundial.
O Ministério Público apresentou na semana passada uma denúncia sobre o caso solicitando os depoimentos de Rubiales, "em condição de investigado", e de Hermoso, "como vítima".
Desde uma recente reforma no Código Penal espanhol, um beijo não consentido pode ser considerado agressão sexual, uma categoria de crime que agrupa todos os tipos de violência sexual.
As penas por um beijo forçado podem ir desde uma multa até quatro anos de prisão, de acordo com fontes do Ministério Público.
A denúncia também contempla um suposto crime de coação, já que Hermoso afirmou "que tanto ela como seu entorno mais próximo sofreram uma pressão constante e reiterada por parte de Luis Rubiales e seu entorno profissional, para justificar e aprovar os fatos".
A decisão do juiz da Audiência Nacional se dá um dia depois de Rubiales anunciar sua renúncia à presidência da RFEF.
"Vou fazer isso [renunciar], sim, porque não quero continuar meu trabalho", disse o dirigente no programa de televisão britânico Piers Morgan Uncensored.
Pouco depois, em suas redes sociais, Rubiales publicou uma carta na qual afirma que deixou o cargo, entre outras razões, para se concentrar em sua defesa.
"Tenho fé na verdade e vou fazer o que estiver ao meu alcance para que ela prevaleça", escreveu.
W.Moreno--AT