Arizona Tribune - Governo Milei sofre revés judicial por cortes de fundos para universidades

Governo Milei sofre revés judicial por cortes de fundos para universidades
Governo Milei sofre revés judicial por cortes de fundos para universidades / foto: Luis ROBAYO - AFP/Arquivos

Governo Milei sofre revés judicial por cortes de fundos para universidades

A Suprema Corte argentina tornou irrevogável, nesta quinta-feira (25), uma medida preventiva que obriga o governo de Javier Milei a cumprir a lei de financiamento universitário, norma que o presidente tinha vetado alegando que contrariava sua política de austeridade fiscal.

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De acordo com um documento judicial, a mais alta corte do país indeferiu um recurso extraordinário apresentado pelo Executivo contra a aplicação da lei.

A sentença da Suprema Corte implica a atualização salarial de professores desde dezembro de 2023 e a recomposição das bolsas estudantis que tinham sido descontinuadas.

A lei, aprovada pelo Congresso em agosto de 2025, foi vetada por Milei e ratificada depois pelo Parlamento em outubro do ano passado. No entanto, o Poder Executivo nunca a adotou.

A decisão do Supremo argentino visa superar um conflito que dura mais de dois anos entre o governo e as universidades públicas, e que deu lugar a manifestações multitudinárias em defesa de um maior financiamento para a educação superior.

"Foi um caminho longo e difícil", disse no X Emiliano Yacobitti, vice-reitor da Universidade de Buenos Aires (UBA), ao comemorar que a sociedade "nunca tenha renunciado à defesa da universidade pública como principal motor de mobilidade social".

O governo se manteve em silêncio sobre a decisão.

O Poder Executivo tinha condicionado, por decreto, que o cumprimento da lei dependa de que o Congresso garanta como financiá-la.

Um tribunal mantém uma ação em aberto para resolver se este decreto é constitucional, segundo uma salvaguarda coletiva apresentada pelas universidades.

A decisão da Suprema Corte nesta quinta-feira obriga o Executivo a cumprir a lei até que essa questão de mérito seja resolvida.

No começo de junho, a secretaria de Educação tinha proposto um aumento salarial de 24,33% para os professores e a reposição de algumas quantias para despesas de funcionamento.

Sindicatos de professores denunciaram que nos últimos dois anos os salários caíram 40% e centenas de professores renunciaram.

A última de quatro marchas federais em defesa da lei de financiamento universitário ocorreu em 13 de maio passado, quando uma multidão se reuniu em frente à Casa do Governo, sob o lema "Milei, cumpra a lei".

P.Smith--AT