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Presidente boliviano reduzirá seu salário pela metade em meio a protestos
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, anunciou nesta segunda-feira (25) que reduzirá pela metade seu salário e o de seus ministros, em uma tentativa de apaziguar os fortes protestos que exigem sua renúncia.
O presidente de centro-direita, de 58 anos, enfrenta a pior crise de sua curta gestão de governo, iniciada em novembro passado, com bloqueios de estradas que mantêm cercada La Paz, capital política da Bolívia.
"Este presidente tomou a decisão, como parte do esforço e do compromisso com o país, de reduzir seu salário em 50%", anunciou Paz, em um ato cívico na cidade de Sucre, no sudeste.
O salário do presidente na Bolívia é de cerca de 24 mil bolivianos, 3.448 dólares (R$ 17.291), segundo um decreto de 2024 que não foi modificado. Paz, economista de profissão, vem de uma família abastada de tradição política.
Com a promessa de interromper 20 anos de políticas de esquerda de seus antecessores Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2002-2025), Paz se aproximou dos Estados Unidos, de organismos financeiros internacionais e dos empresários, e se distanciou de sindicatos.
Na pior crise econômica em quatro décadas na Bolívia, sindicatos de agricultores, garimpeiros, professores e operários de fábricas mantêm protestos desde o início de maio.
Além de marchas quase diárias, há cerca de 50 bloqueios de estradas em todo o país, segundo dados oficiais.
Os protestos provocaram desabastecimento de alimentos, medicamentos e gasolina, principalmente nas cidades de La Paz e sua vizinha El Alto, Oruro, no oeste, e Cochabamba, no centro.
W.Nelson--AT