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EUA anuncia novas conversas entre Israel e Líbano para setembro
Os Estados Unidos vão apoiar no começo de setembro, em Roma, uma nova rodada de conversas entre Israel e Líbano, anunciou nesta terça-feira (11) um funcionário do Departamento de Estado.
Washington, aliado de Israel, atua como mediador nesse diálogo, que busca reduzir as tensões na região.
O movimento islamista libanês Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em março, ao lançar foguetes contra Israel em apoio ao Irã. Israel respondeu com intensos bombardeios aéreos e uma invasão terrestre no sul que, segundo o Líbano, causaram mais de 4.300 mortes.
"A via política será retomada em Roma no início de setembro, e as conversações continuarão enquanto isso em Beirute, Jerusalém e Washington", disse o funcionário americano.
"Estamos satisfeitos com a forma como as coisas estão evoluindo. O marco está em processo de implementação, as primeiras zonas-piloto estão operacionais e os grupos de trabalho harmonizaram sua terminologia, seus mapas e seus procedimentos", destacou o funcionário, ao relatar uma sétima sessão de conversações realizada na semana passada em Roma.
Israel e Líbano, ainda tecnicamente em estado de guerra, assinaram no fim de junho um acordo-quadro que prevê o deslocamento do Exército libanês para "zonas-piloto" evacuadas por Israel - que continua ocupando parte do sul do país - condicionado ao desarmamento do Hezbollah.
O movimento islamista rejeitou esse acordo em várias ocasiões e se recusa a depor as armas.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde junho, Israel mantém ataques ao Líbano. Um duplo bombardeio no sul libanês deixou um morto hoje, segundo a imprensa estatal e o Ministério da Saúde do Líbano, que condenou "o ataque contínuo" contra os socorristas.
O funcionário americano afirmou que, durante a última rodada de conversas em Roma, as discussões haviam sido atrasadas devido a ataques israelenses, mas que o Grupo de Coordenação Militar para o Líbano havia conseguido "fornecer rapidamente informações precisas às duas partes", o que facilitou a comunicação.
Além disso, "as delegações militares finalizaram os parâmetros operacionais, mapas comuns e um mapa do caminho destinado a abrir futuras zonas-piloto", destacou o funcionário.
Uma fonte da Presidência libanesa informou à AFP, no entanto, que Israel se negou a identificar novas áreas no sul do Líbano para a retirada do seu exército antes da "verificação" do controle efetivo por parte do exército libanês dos dois primeiros setores.
W.Morales--AT