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Sindicato da Samsung suspende greve na Coreia do Sul 'até segunda ordem'
O sindicato de trabalhadores da Samsung Electronics anunciou nesta quarta-feira (20) que a greve prevista estava suspensa "até segunda ordem" depois que as negociações com a direção foram retomadas, com a participação do ministro do Trabalho sul-coreano.
A direção da empresa e o sindicato retomaram as conversas mais cedo no mesmo dia, em uma última tentativa de evitar a greve.
O principal sindicato dos trabalhadores da maior fabricante mundial de chips de memória havia anunciado que iniciaria uma greve de 18 dias na quinta-feira, depois do fracasso das negociações sobre o pagamento de bônus.
O anúncio da paralisação aumentou a preocupação com uma possível perturbação da indústria dos circuitos integrados, essencial para a Coreia do Sul.
Na noite desta quarta-feira, porém, o sindicato informou que a greve prevista "foi adiada até segunda ordem" e acrescentou que submeterá a votação um acordo salarial provisório.
Todos os filiados participarão da votação, que será realizada entre 23 e 28 de maio, informou o sindicato.
O ministro do Trabalho, Kim Young-hoon, afirmou que a direção da empresa e o sindicato chegaram a um acordo provisório por meio de negociações voluntárias e agradeceu às duas partes por "manter o diálogo vivo até o final".
A direção da Samsung pediu desculpas pela "preocupação causada" pelo conflito e prometeu "construir uma relação trabalhista mais madura e construtiva para que uma situação assim não volte a acontecer".
A expectativa era que a greve superasse amplamente a de 2024, que reuniu cerca de 6.000 trabalhadores, em um contexto de crescente mal-estar entre os funcionários pela forma como a empresa distribui seus enormes lucros impulsionados pelo auge da inteligência artificial.
O confronto causa preocupação na Coreia do Sul, onde os semicondutores representam cerca de 35% das exportações e constituem um pilar essencial da economia.
O gabinete presidencial havia manifestado anteriormente seu "profundo pesar" pelo fracasso das conversas e pediu às duas partes que continuassem negociando devido ao possível impacto econômico da greve.
O presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, também declarou durante uma reunião de gabinete que as ações coletivas dos trabalhadores deveriam se manter dentro de "certos limites".
Especialistas afirmam que mesmo uma paralisação parcial das operações da Samsung poderia ser prejudicial, embora o sindicato sustente que já houve interrupções anteriormente por motivos relacionados à manutenção e às inspeções de equipamentos.
R.Lee--AT