Arizona Tribune - Petróleo é negociado em baixa e bolsas se recuperam

Petróleo é negociado em baixa e bolsas se recuperam

Petróleo é negociado em baixa e bolsas se recuperam

Os preços do petróleo estavam em queda nesta segunda-feira depois que a Agência Internacional de Energia disse estar disposta a liberar mais reservas, enquanto as bolsas se recuperaram após dias de quedas.

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Por volta das 16h30 GMT (13h30 de Brasília), o barril de West Texas Intermediate, referência americana, para entrega em abril, caía 3,5%, para 95,27 dólares.

No mesmo horário, o barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, recuava 1,3%, para 101,84 dólares.

A AIE disse estar disposta a liberar mais reservas estratégicas "se for necessário", após a decisão na semana passada de colocar à disposição do mercado 400 milhões de barris desses estoques.

"No que diz respeito às reservas governamentais e do setor privado administradas pelo governo, se somarmos ambas, ainda restarão mais de 1,4 bilhão de barris, o que significa que poderemos tomar mais medidas mais adiante, se for necessário", declarou Fatih Birol, diretor executivo dessa agência com sede em Paris, que conta com 32 países membros.

Por sua vez, o portal MarineTraffic indicou que um petroleiro paquistanês cruzou no domingo o estreito com seu sistema de rastreamento ligado, o que "sugere que alguns transportes talvez estejam se beneficiando de uma passagem segura negociada" com o Irã, uma informação que aliviou a tensão sobre o preço do petróleo.

O Estreito de Ormuz, situado entre o Irã e Omã, é crucial para a exportação de hidrocarbonetos e está paralisado pela guerra no Oriente Médio, desencadeada pelo ataque de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

Na Europa, as principais bolsas fecharam a segunda-feira em alta, com ganhos em Londres (+0,55%), Frankfurt (+0,50%), Paris (+0,31%) e Madri (+0,18%). Milão permaneceu perto do equilíbrio (+0,07%).

Em Wall Street, o Dow Jones e o S&P 500 eram negociados levemente em alta.

"O mercado, mais uma vez, parece apoiar-se na ideia de que a guerra chegará ao fim relativamente em breve, sem muitos danos duradouros para a economia global", apontou o analista do Briefing.com, Patrick O'Hare.

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T.Perez--AT