-
Colômbia busca desaparecidos e pede aos EUA suspensão de tarifas após terremoto
-
Djokovic cai em sua estreia na 2ª rodada do Masters 1000 de Cincinnati
-
PSG anuncia contratação do atacante belga Mika Godts
-
Milan de Rúben Amorim vence Manchester United em amistoso na Polônia
-
Morre mulher que ficou por mais tempo sob os escombros do terremoto na Colômbia
-
Lateral inglês Djed Spence deixa o Tottenham e assina com a Inter de Milão
-
PSG visita o Lens em busca da segunda Supercopa da semana
-
Milhares de fãs de Bonnie Tyler acompanham seu caixão no País de Gales
-
Filipe Luís quer convencer no Monaco para se consolidar como técnico na Europa
-
Onze mortos em bombardeios israelenses no sul do Líbano
-
Mais de 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Ex-professor de Cambridge envolvido em escândalo de plágio é encontrado morto
-
Atlético de Madrid anuncia contratação do zagueiro argentino Cristian Romero
-
Ferran Torres deixa o Barcelona e assina com o PSG até 2031
-
Incêndios florestais não dão trégua na Europa
-
Ao menos 40 mortos após terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia
-
Talibãs comemoram cinco anos no poder no Afeganistão
-
Teerã responde a Trump: Estreito de Ormuz é iraniano
Inflação sobe para 2,9% nos 12 meses até dezembro nos EUA
O índice de preços ao consumo (IPC) subiu pelo terceiro mês consecutivo nos Estados Unidos, de acordo com números oficiais divulgados nesta quarta-feira (15), que estavam alinhados com as expectativas.
O IPC, uma medida da inflação, subiu para 2,9% nos 12 meses encerrados em dezembro, um pouco acima dos 2,7% em novembro, informou o Departamento do Trabalho.
O resultado está de acordo com o que economistas entrevistados pela Dow Jones Newswires e pelo The Wall Street Journal esperavam.
A explicação se deve em grande parte ao aumento dos preços da energia.
O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, cortou as taxas de juros em um ponto percentual desde setembro e monitora de perto o mercado de trabalho e a inflação. Seus dois objetivos são alcançar o pleno emprego e controlar o aumento dos preços.
A recente alta dos preços aumenta as expectativas de que as taxas de juros serão mantidas nos níveis atuais na reunião de política monetária no final do mês.
A boa notícia para o Fed é que a inflação anual subjacente, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, ficou em 3,2% no mês passado, abaixo do esperado, um leve declínio em relação a novembro.
"Esse declínio na inflação subjacente é um alívio, mesmo que permaneça bem acima da meta de 2% do Fed", disse Jochen Stanzl, analista da CMC Markets, em nota.
Para o analista, os dados reforçam a visão do mercado de que o Fed não fará muitos cortes de taxas em 2025, "principalmente porque a situação do mercado de trabalho não gera preocupações".
"Os dados da inflação de hoje confirmam que o Fed está certo em ser cauteloso com sua política monetária", acrescentou.
O Federal Reserve cortou suas taxas de juros de referência em suas últimas três reuniões. Reduzir as taxas significa tornar o crédito mais barato e, assim, liberar o consumo e o investimento, o que alimenta a dinâmica da economia.
Com o mercado de trabalho forte, a necessidade de novos cortes em um contexto de inflação crescente é reduzida.
O mercado espera que o Fed interrompa seus cortes de juros, principalmente para evitar o superaquecimento da economia.
Os operadores de futuros dão ao Fed 97% de chances de manter as taxas na faixa de 4,25-4,50% em sua reunião de 28 e 29 de janeiro.
- Causas -
Na comparação mensal, os preços subiram 0,4% entre novembro e dezembro, e 0,2% quando se exclui alimentos e energia.
Os analistas, de acordo com o consenso compilado pelo MarketWatch, esperavam um aumento menor na medição mês a mês, de 0,3%. No entanto, o IPC subiu um pouco mais do que o esperado, impulsionado pelos maiores preços de imóveis, passagens de avião, preços de carros usados e seguros de automóveis, disse o comunicado.
O Fed prioriza outra medida de inflação, o índice PCE, que será publicado no final do mês. A meta do banco central é levar esse índice para 2% ao ano.
O aumento dos preços pode complicar as coisas para o presidente eleito Donald Trump, que se prepara para retornar à Casa Branca na segunda-feira.
Trump apresentou algumas ideias, como aumentos generalizados de tarifas e deportações em massa de imigrantes irregulares, que muitos economistas acreditam que terão um impacto inflacionário por aumentar os preços e reduzir a disponibilidade de mão de obra.
A.Clark--AT