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Semana de julgamento de chileno acusado de matar ex-namorada japonesa tem final caótico
A segunda semana de julgamento na França do chileno Nicolás Zepeda, acusado de assassinar a ex-namorada japonesa, terminou caótica nesta quinta-feira (14), quando Zepeda chorou, queixando-se de ter sido agredido por guardas penitenciários.
As audiências foram suspensas no tribunal de Vesoul, leste da França, e não serão retomadas antes de segunda-feira.
Zepeda comparece ao tribunal de apelação após recorrer de uma condenação, em 2022, a 28 anos de prisão pelo assassinato premeditado de Narumi Kurosaki. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.
O chileno, de 33 anos, começou a chorar quando era interrogado sobre sua personalidade, e falou sobre as condições de sua detenção em regime de isolamento.
"Vivi coisas horríveis e vi coisas horríveis", afirmou Zepeda, que disse ter visto guardas da prisão agredirem um detento que trabalhava para a administração penitenciária porque, "simplesmente, ele não queria limpar uma cela onde havia ocorrido uma tentativa de suicídio".
"Depois disso, sofreu pressões?", perguntou o presidente do tribunal. O chileno explicou que denunciou esses fatos enviando uma carta à sua advogada, mas que ela foi interceptada e lida pelos guardas. "A partir desse momento, eles não me deixaram em paz. Isso terminou com uma agressão, um dos guardas me deu um soco", relatou.
Após essas declarações, Zepeda colocou as mãos na cabeça e chorou diante de espectadores atônitos, na sala de audiências. Os pais do acusado se levantaram e disseram, em voz alta: "E os direitos humanos? Trataram meu filho como um cachorro." O presidente do tribunal reagiu ao momento tenso com uma suspensão da audiência.
A personalidade de Zepeda já havia sido examinada por dois especialistas. Um deles o apresentou como "um manipulador", enquanto o outro o descreveu como "um homem comum".
J.Gomez--AT