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Governo e oposição buscarão recuperar fundos da Venezuela no Banco da Inglaterra
O governo interino da Venezuela e um setor da oposição anunciaram nesta quarta-feira (12) que vão unir esforços para recuperar as reservas de ouro do país mantidas no Banco da Inglaterra, retidas após o governo britânico não reconhecer a reeleição do então presidente Nicolás Maduro.
As partes encerraram seis dias de reuniões a portas fechadas em Caracas, com o apoio dos Estados Unidos, com vistas a um processo de transição democrática, após a captura de Maduro em janeiro, durante uma incursão militar americana.
“As duas partes unirão esforços para promover a recuperação dos ativos das reservas internacionais da Venezuela no Banco da Inglaterra”, declarou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e representante do governo nas negociações.
A presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, pediu há algumas semanas ao rei britânico Charles III, por meio de uma carta, que fosse “liberado” o ouro das reservas internacionais depositado no Banco da Inglaterra para atender os afetados pelo duplo terremoto que atingiu o país em 24 de junho. Os lingotes de ouro são avaliados em US$ 1,9 bilhão (R$ 9,9 bilhões).
Além de unir esforços para recuperar recursos venezuelanos no exterior, as partes concordaram em “iniciar um processo que contribua para a transformação do sistema de Justiça”, com foco na modificação da Lei Orgânica do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e na nomeação de novos magistrados.
A oposição defende uma reforma do TSJ, que validou a segunda reeleição de Maduro em 2024 em meio a denúncias de fraude.
T.Wright--AT