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Remoção do nome de Trump da fachada do Kennedy Center é concluída
O nome do presidente americano Donald Trump foi completamente retirado da fachada do Kennedy Center, em cumprimento a uma decisão da Justiça, informou o diretor executivo da instituição, Matt Floca.
A operação aconteceu depois que um juiz federal rejeitou um pedido de última hora do conselho de direção do Kennedy Center, controlado por Trump e seus aliados, que pretendia impedir a retirada do nome do republicano.
Floca afirmou que a instituição atendeu à decisão judicial e retirou "toda a sinalização física no Kennedy Center" que incluía o nome do presidente dos Estados Unidos.
Um toldo branco ainda cobria grande parte do edifício.
O Kennedy Center já havia retirado o nome de Trump de seu site, mas ele seguia na fachada na madrugada de sábado.
A remoção do nome havia sido adiada devido a "tempestades que representavam riscos para a segurança dos trabalhadores", explicou Floca.
Trump, depois de colocar seus aliados à frente do conselho que comanda a instituição, havia acrescentado em dezembro seu nome ao do presidente democrata assassinado John F. Kennedy para rebatizar o local como "Trump Kennedy Center".
Mas o juiz Christopher Cooper ordenou, em 29 de maio, a retirada no prazo de duas semanas de qualquer referência "ao presidente Trump ou a qualquer pessoa diferente do presidente Kennedy" do edifício, no site do Kennedy Center ou em qualquer material vinculado à instituição.
Cooper ressaltou que apenas o Congresso tem a competência para alterar o nome da instituição.
Na quinta-feira, o conselho de direção e o Departamento de Justiça solicitaram a Cooper que suspendesse a execução de sua decisão. O juiz rejeitou o pedido na sexta-feira.
A mudança de nome havia sido contestada pela família do presidente Kennedy e pela oposição democrata, que questionavam sua legalidade.
Desde seu retorno à Casa Branca, Trump tenta impor seu nome e imagem em espaços oficiais, rompendo com a tradição política americana.
Cooper também suspendeu a ordem de Trump de fechar o Kennedy Center por dois anos para reformas, que deveriam começar em julho.
O juiz autorizou, no entanto, a continuidade das obras de reparo previstas, cuja "necessidade parece evidente", e destacou que não se oporia a uma nova decisão de fechamento se esta fosse tomada após uma avaliação minuciosa dos prós e contras.
A.Taylor--AT